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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

"E viveram felizes para sempre"



Eu e uma amiga, duas "desiludidas" (por falta de palavra melhor), vivemos comentando sobre como as pessoas idealizam o amor.
Ela me perguntou se eu acredito que todos no mundo possuem uma alma gêmea por aí, esperando pra ser encontrada. Minha resposta foi simples: "Eu gostaria de acreditar que sim."
E eu gostaria mesmo. E de certa forma, eu acredito. Mas o que acredito mesmo é que somos nós que tornamos a pessoa a nossa alma gêmea.
Explico: Todo mundo tem aquela esperança de encontrar "o encaixe perfeito", "o pinguim", "alguém pra dividir os brownies", e por aí vai. Mas o que vai fazer aquela pessoa ser perfeita pra você não está apenas nas mãos dela, mas sim na sua capacidade de aceitar aqueles defeitos extremamente irritantes que aquela pessoa maravilhosa tem.

O amor é superestimado, as vezes. Não é porque você ama que não vai ter rotina. Não é porque você ama que não vai ter desgaste. Não é porque você ama que não vai ter briga. Não é porque você ama que vai deixar de se perguntar "onde fui amarrar o meu jegue?". O amor não impede os problemas, mas ele ajuda a solucioná-los, se as duas pessoas estiverem nessa mesma sintonia, se as duas pessoas souberem que estão melhor juntas do que estariam se estivessem separadas e se derem conta que é as vezes é bom saber o que te espera no final do dia. Que as vezes é bom ter que reconquistar, só pra lembrar o quanto o outro é importante. Que sexo de reconciliação faz a briga ter valido a pena. Que se questionar se aquela pessoa é a certa, é algo saudável, pois leva você a constatações.
É doloroso se dar conta de que alguém ERA perfeito pra você? Sim, é. Mas nada impede de que novas pessoas maravilhosas, com defeitos irritantes que você consegue suportar, surjam no seu caminho.

Acredite em mim, ainda que eu seja uma pessoa maravilhosa, com defeitos irritantes que ninguém suporta.


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

sábado, 30 de março de 2013

"Pateticidade"




O "aleatório" do meu player tocou aquela música, aquela que você adorava e que quando ouço sempre lembro de ti, e sei que o contrário também se aplica. A propósito, me desculpe por provavelmente ter estragado ela pra você.
Eu sempre pulava pra outra música quando ela começava, mas hoje - por algum motivo que não sei dizer - deixei que ela tocasse até o final. E me dei conta, sem precisar do Facebook pra lembrar, que hoje é o seu aniversário.
Lembrei que há um ano eu estava te dando os parabéns por vinte e tantos anos de chatice. Esse ano você nem sequer saberá que eu lembrei. Mas você está vivo, e provavelmente sendo feliz. Lembro que te pedi pra ser feliz - e pra me esquecer -, então cumpra.
O pior - ou melhor - de tudo, é que você não vai ler isso e quase nenhum dos meus contatos vai entender essa minha nostalgia.
E agora tô eu aqui, no auge da pateticidade, pensando em como seria legal se você não fosse um idiota e eu pudesse te dizer pessoalmente o quanto espero que você tenha muitos anos de vida, que você vire um velho idiota. E pra foder tudo de vez, nem sei se a palavra "pateticidade" existe.

Originalmente escrito no Facebook, em uma madrugada qualquer de fevereiro.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Humor afrodescendente



Uma coisa que me irrita, me deixa louca da vida, é o tal do "politicamente correto".
Confundem ter bom senso e ser respeitoso com ser imbecil, um chato de galocha.
Um dos meus melhores amigos é "viado". Sim. O chamo de VI-A-DO.
"E ele?" você se pergunta. Ele não se importa! Ele é meu amor, meu viado amor.
Não pensem que ele me chama de "docinho de coco" não.
Pensam que isso é desrespeito? Eu encaro como carinho.
Há um contexto e uma intimidade entre nós que permite esse tipo de linguagem, onde ambos sabemos que a última coisa que queremos é nos magoar.

Você acha mesmo que um negão delícia vai querer ser chamado de "afrodescendente do sexo masculino, de grande estatura, com massa corporal bem distribuída"?
Uma amiga da minha mãe olhou pra as minha brancas pernas e fez cara de nojo (NOJO!) enquanto dizia "meu Deus. Como você é branca..." Isso me afetou. Afetou de um modo como nunca me senti desrespeitada ao ser chama de "lesma", "copo de leite", "alvejada com cloro", "mandioca descascada" - e por aí vai -, pelos meus amigos.
Não é o que se diz: é COMO se diz. É o contexto, é a entonação, é a ideia que se quer passar.

Várias obras do Monteiro Lobato estão sendo censuradas pelo MEC por ter conteúdo racista. Parece brincadeira, mas não é. E tudo isso por trechos extremamente bestas e curtos que eu não considero ter teor racista. Trechos escritos por uma pessoa que nasceu no século 19 e vivia uma realidade totalmente diferente da nossa. Uma coisa que passa pela minha cabeça é que o pobre homem está sendo injustamente acusado de racismo por ter nascido branco e descrito pessoas de pele escura como "pretas" em suas obras. Mas espera: Preto... Negro... Vê alguma diferença na definição das duas palavras?
Certeza que o MEC só não censurou os trechos do saci-pererê por achar que a intenção de Monteiro foi cumprir a cota para deficientes. (Opa, olha meu humor afrodescendente aí.) 
Hoje dividimos em branco, caucasiano, amarelo, índio, pardo, negro. Pra que tudo isso, eu não sei, mas dividimos. Ok, é a realidade atual, mas não era em "mil oitocentos e lá vai fumaça."
Será que se os mesmos trechos escritos por Monteiro Lobato (branco) tivessem sido escritos por Machado de Assis (negro/ preto/ pardo/ afrodescendente/ mulato/ 30 minutos depois...) este também seria condenado por racismo?


Acredito mesmo que a grande maioria desses "defensores" pensam, em coisas com "humor negro", mas admitir, jamais. Afinal, tudo virou humor afrodescendente.
A gente quer dizer uma coisa simples e tem que dizer medindo palavras pra os idiotas não pensarem que você é a reencarnação de Hitler.
Lógico que eu não sou a favor do desrespeito, dos maus tratos, do preconceito. Mas o que fazer, se tudo o que sai da sua boca pode e SERÁ usado contra você?
O que fazer se achei graça nas piadas feitas sobre Eliza Samúdio, Carlos Matsunaga e até de Rafinha Bastos dizendo que comeria Wanessa e o bebê?

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Depende da interpretação

Eu estava no banho, apreciando o som que vinha do rádio - sem ser atrapalhado por nenhum ruído que uma casa com mais pessoas teria.
De repente começou a tocar uma música que eu gosto, composta por Lobão e interpretada na voz do próprio, de nome "Me chama". Essa música é conhecida na voz dele e na de Marina Lima, apesar de ter sido regravada por muitos. Particularmente, prefiro na voz dela.
Me apeguei a aquele início da música e então notei algo que nunca tinha notado tão a fundo: A diferença na interpretação entre Marina e Lobão.
A versão que eu ouvi na voz do lobão foi a do Acústico MTV. Mas ainda assim, na versão original dos anos 80 é possível perceber, até certo ponto, o que eu vou falar.

Pra começar, a letra da música é a seguinte:

Me Chama

Chove lá fora e aqui tá tanto frio.
Me dá vontade de saber; aonde está você?
Me telefona... Me Chama! Me Chama! Me Chama...

Nem sempre se vê lágrima no escuro.
Lágrima no escuro, lágrima...

Tá tudo cinza sem você... Tá tão vazio...
E a noite fica sem porque...

Aonde está você?
Me telefona... Me Chama! Me Chama! Me Chama...

Nem sempre se vê mágica no absurdo.
Mágica no absurdo; mágica!...
Nem sempre se vê lágrima no escuro.
Lágrima no escuro, lágrima!...






A interpretação dele é visceral. Ele começa - de um modo meio indignado - a cantar que a pessoa não está com ele, mesmo sob as tais circunstâncias de tudo parecer frio e vazio, parecendo achar isso uma traição.
Em seguida, pede de forma pacífica para que a pessoa diga onde se encontra, que lhe dê atenção.

Sem obter sucesso, ele canta o trecho seguinte de modo alarmante, por não ser compreendido. Por nem sempre conseguirem compreender a situação da maneira que ele enxerga.

Ele volta a dizer - ainda de forma "incrédula" e meio enraivecida por a pessoa não estar ali - que sem a outra pessoa, o mundo ficou vazio e sem cor.
Pra em seguida usar um tom de voz que chega a implorar pela atenção que não se tem.
E novamente dar um guinada, e usar toda a potencia vocal pra gritar que nem sempre conseguem compreendê-lo. Que nem sempre conseguem ver a beleza e agruras das situações, do modo que ele enxerga.



Só é possível ouvi-la no próprio site do YT.

A interpretação de Marina é mais triste. Canta como quem não pede nada, não espera nada. Está apenas divagando pelo próprio pensamento, e simplesmente constatando - de forma conformada - o fato de estar sozinha numa situação difícil.

Em seguida ela pede "me telefona, me chama..." sem demonstrar ter nenhuma esperança de ser ouvida ou de que seus desejos sejam atendidos.

Quando chega a parte do "nem sempre se vê lágrima no escuro/ nem sempre se vê mágica no absurdo", ela não demonstra a indignação nas palavras, da forma como Lobão o faz. É mais como um lamento por não poder dividir as impressões que ela tem da situação.



O que quero dizer com isso tudo??
QUE TUDO DEPENDE DA INTERPRETAÇÃO. QUE A FACA PODE TER DOIS GUMES.
O que uns veem com fúria, outros podem ver com certa ternura, ainda que ambos estejam no mesmo barco.

PS: Sim, para quem não é acostumado, num primeiro momento a aparência de "louco varrido cheirador de pó" do Lobão dá um susto na gente.


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

domingo, 18 de março de 2012

Ônibus

Entro no ônibus e sento naquelas cadeiras "solitárias". Encosto minha cabeça na janela, sinto o vento no rosto, meus cachos balançam, observo o céu. Amo quando estou sentada na janela e o dia está frio, e o cheiro do ar muda anunciando a chuva que vem, amo a paz que sinto nesse momento... 
É uma coisa tão trivial e ao mesmo tempo tão curiosa... E nessa hora um "tio" entra no ônibus e esbarra em mim. Me faz lembrar que estou em pé, no meio de um ônibus lotado, sem nenhuma "cadeira solitária" para sentar, sem janela para encostar a minha cabeça e com um sol escaldante lá fora.

Continuo me segurando fortemente aos ferros para não ser arremessada ao para-brisa por causa das freagens bruscas que o motorista dá. Tento não me concentrar no fato de que nos momentos das freagens, sempre tem alguém que grita para o motorista: "Você está levando pessoas! Não somos bois não, seu féla da puta!"
Tento apenas voltar a pensar na paz que sinto quando a chuva vai começar a cair, em como não vou fechar a janela e vou adorar sentir os pinguinhos iniciais batendo no meu rosto. Ahhh, como eu AMO a chuva.
Então eu lembro de como gosto de andar sem nenhuma preocupação pela rua enquanto a chuva cai, de como me sinto renovada depois de um banho de chuva e de como tenho a sensação de que tudo fica mais puro.
E nesse momento "o tio", o mesmo que entrou no ônibus e esbarrou em mim, se posiciona de costas para as minhas costas e "cola" a bunda dele na minha.

"Ôpa... Que estranho... Mas o ônibus está lotado, e poderia ser 'pior', né?"
Resolvi "separar" as minhas costas da dele, e ele novamente veio e colocou a bunda dele totalmente encostada na minha.
"Talvez ele precise de mais espaço..."
Me afastei novamente, e mais um vez ele encostou a bunda na minha. Me afastei pela terceira vez, e, batata!, lá vem ele e sua bunda maldita.
Fiquei na dúvida... Não sabia se virava e dizia "Como assim, tio? Bundinha com bundinha, assim, logo de cara? Sem nem chamar para um jantarzinho antes??" ou se dava uma cotovelada nas costelas do infeliz para me livrar daquele "acocho romântico" às 7h.
Pelo sim, pelo não, resolvi que inicialmente iria me virar e pedir um pouco de espaço para a minha bunda respirar. kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Caso isso não resolvesse, iria ter confusão.


Botei minha melhor cara de "Paola Bracho brava por ter levado uma topada" e me virei. Quando ia abrir minha boca, o tio se mandou para o fundo do ônibus. ALELUIA!

Nem ligo de usar o transporte público, até gosto, na verdade. É interessante conseguir observar as pessoas. O que não gosto é de transporte público lotado e dessas pessoas sem noção. Um negrão musculoso ninguém quer acochar, né? 



*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Elayne x Lay


Olá. Quero dizer que não é Elayne que escreve, apesar de eu estar usando as mãos dela.
Calma, calma, antes que algum religioso pense que isso é uma possessão demoníaca, algum policial pense que é um sequestro e algum psicólogo pense que se trata de "Transtorno dissociativo de identidade" (Deus abençoe a Wikipédia), eu explico:

Primeiramente, se o blog fosse de Elayne Santana, ela iria pedir autorização para referir-se sobre si na terceira pessoa, por outro lado, quem assina o blog sou eu: Lay Santana. Sendo assim, eu me refiro como bem entender.
"Lay" está em Elayne, mas "Elayne" não está em Lay.
Lay e Elayne são a mesma pessoa, mas Elayne é o conjunto, e eu sou uma parte dela.

Esta blogueira que vos fala é uma parte que apenas poucas pessoas que conhecem "Elayne" sabem que existe. Apenas as pessoas que ela gosta e se sente amplamente confortável conseguem ver o "lado Lay" de Elayne.
Já a "pessoa física Elayne" não dá as caras no blog. E conhecer Elayne é um "privilégio" - ou um azar - para as pessoas que mantém um contato maior do que apenas ler o blog.

Eu sou a diversão, a polêmica, a segurança, a sinceridade a toda prova. Sou eu que quem lê o blog conhece.
Elayne é a pessoa com problemas, com metas, com diversão, com polêmica, com segurança e insegurança, com sinceridade, ... E esta, bom, tenho até pena de quem conhece por completo, pois é muita complexidade em uma só pessoa.

As vezes Elayne quer escrever aqui. Eu começo a digitar e ela me pergunta, animada:
- Vamos falar hoje sobre meus amores?!
- Não. Se quer um diário, compre um caderno. Aqui eu falo sobre meus desamores.
- Vamos falar sobre como eu ainda espero encontrar a "metade da laranja"? - Ela insiste.
- Aqui eu falo sobre como 90% dos homens são cafajestes, não se iluda. Bitch, please.
- Então vamos falar sobre como sou ridiculamente romântica? - Quando ela me sugere tal coisa, penso que só pode ter perdido o juízo.
- Aqui só se fala sobre como estou descrente dos grandes amores, desista.
Bom, então vamos falar sobre "aquelas" inseguranças e sobre como fiquei chateada "naquelas" situações? - E isso lá é coisa que se fale em blog?
- Certo. - Brinco com ela.
- Sério? - Ela se anima.
- Sim, falarei sobre isso no dia que Mark Zuckerberg ficar pobre. Hahaha.

Já cansada de duelar, ela surge com uma ideia mais amena:
- Então vamos falar sobre como posso ser irritante, muitas vezes sem querer mas na grande maioria, querendo?
- Nada disso. Aqui eu mostro o quanto posso fazer piada, até sobre você. - Tento dar um fim.
- Ei! Eu sou "o todo", você que é parte de mim. - Revoltadinha, a garota.
- Bom, nisso você tem razão; mas se esquece que sou eu quem escreve o blog, não você.

No final, é isso. Agora sabem as diferenças entre ambas, mas talvez, nunca conheçam nós duas.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Faça o que digo, não o que faço

Mãe: Não mente menino! É feio!
Filho: Mas, por quê?!
Mãe: Pois se você mentir, o bicho papão te pega!


Nascemos com uma enorme capacidade de sermos extremamente sinceros. E crescemos em volta de um bando de adultos mentirosos - e hipócritas - que nos gritam que mentir é feio.
Por outro lado, quando somos crianças e demonstramos que não gostamos de alguma atitude ou de alguém, nos mandam mentir, fingir, para que não pensem que somos mal educados.

Há crianças que beiram o abismo da falta de educação quando estão sendo sinceras. Cabe aos pais ou responsáveis ensinar que dar uma opinião sincera não é o mesmo que ser grosseiro. Que a tia não deu o presente que a criança queria, mas nem por isso é necessário dizer: "Cuecas e meias?! Que porcaria de presente!"
O problema é que o vírus da mentira, depois que infecta um ser vivo, se prolifera de modo assustador.
Vira uma espécie de vício, inclusive.

Formam-se homens e mulheres que mentem e se orgulham disso, que se sentem mais fortes por vencer situações utilizando a mentira, trapaceando. Que preferem criar uma mentira atrás da outra para encobrir a anterior ao invés de dizer a verdade e aguentar as consequências de seus atos.

O que faz tudo isso virar uma bagunça sem fim é que a maioria das pessoas não está pronta para ouvir a verdade, simplesmente porque não estão acostumadas a falar a verdade.

Sabe aquela frase batida "Me magoe com a pior verdade, mas não me iluda com a melhor mentira"?
Até que ponto a pessoa que espalha esta frase entre parentes e amigos está realmente disposta a ser magoada ao invés de ser iludida?
Será que ela está disposta a ouvir, do amor de sua vida, que apesar de o relacionamento estar aparentemente bem, ele não a ama mais?
Ou um pai conservador ouvir da boca de seu filho que ele na verdade é homossexual, mas nem por isso um bandido, ou alguém de má índole?
Ou uma família que, não importando a renda que obtivesse, sempre fez de tudo para dar o melhor estudo possível a um filho que virou um usuário de drogas ou bandido?
Será que ficariam "aliviados" por estarem magoados, porém conscientes da verdade; ou será que apreciariam ter a ilusão de nunca ter sabido tais coisas?

"Verdade", coisinha complicada... A minha pode não ser a sua.
Mas, esperem, não somos nós que nos gabamos por sermos  os seres evoluídos e racionais que gostam de dialogar? Não achamos que ao menos 90% das coisas podem ser resolvidas em conversas civilizadas? Comecemos então dialogando verdades. Vamos dar para as crianças o presente de poderem crescer falando a verdade.


Em geral, a verdade dói. Dói ouvir, dói ainda mais acreditar no que foi ouvido, as vezes dói até mesmo quando é você que tem que dizê-la, mas depois, é certo: Faz um bem danado!



*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O que te traz aqui?

Oi, você chegou aqui pelo Twitter? Pelo Blogger? Pelo Feedburner? Dihhit? Facebook? Google?

Eu nunca tinha parado para pensar como, exatamente, as pessoas chegam até aqui, até o blog. Foi então que, na aba "Estatísticas", me deparei com as palavras-chave usadas por algumas pessoas.
Eu não sabia se ria ou se chorava.

Aqui vão algumas: 

"14 anos seios"
Meu amigo, aqui você não encontra fotos dos seios de ninguém. Mas caso ainda queira ver fotos dos seios das menininhas, lhe aconselho visitar três sites muito legais e cheios de "conteúdo interessante" (se é que você me entende..):  AQUIAQUI e AQUI. Divirta-se! :D 


"Crianças a fugir assustadas"
Tipo: "Oi?" Apesar de que, do jeito que as coisas andam, é melhor que as criancinhas fujam mesmo. Corram para as montanhas e não olhem para trás.


"Imagens para Facebook de pessoas sozinhas"
Ah, a língua portuguesa, essa safada...

A frase tem sentido dúbio: Tanto pode ser interpretada como tendo o sentido de "Imagens para utilizar no Facebook de pessoas solteiras" quanto ter o sentido de "Imagens de pessoas solitárias, para utilizar no Facebook".


"Diferenças derivadas das situações de vida"

PARA TUDO! PARAA TUUUDOO!
Está certo, eu admito que "viajo" em alguns posts. Mas como é que a pessoa teve a capacidade de bolar esta frase? E mais: Como é que que o Google trouxe essa pessoa pra cá através desta frase?
Alguém pegue o meu Diazepam? Nunca tomei esse remédio, mas depois do Google me dar uma pista sobre como anda a minha "capacidade mental", vou começar a tomar.



É melhor encerrar o post antes que eu comece a postar coisas sem sentido numa terra distante onde todos os peixes comiam laranjas azuis que digitavam com a língua quando a princesa morreu. Ixi!




Viu sites ou páginas com conteúdo pornográfico infantil? DENUNCIEhttp://denuncia.pf.gov.br/

domingo, 18 de dezembro de 2011

Filhos? Não, obrigada.


Mamães e aspirantes a mamães, o post de hoje é um desabafo MEU, portanto, não se assustem com um possível "soco no estômago".

Quando citei 13 coisas aleatórias sobre mim, uma delas era sobre eu não querer ter filhos.
Muitas mulheres desde criança sonham com o "príncipe encantado" e com os filhinhos desta relação.
Já eu, sempre sonhei com o tão falado príncipe, porém nunca quis o combo "príncipe + filhos".

Enquanto a maioria das bonecas das meninas eram as "filhinhas" delas. Eu achava um saco brincar de boneca, e quando brincava, a personagem que a boneca encenava era como amiga minha.
Lembro que existia a Barbie grávida, minha mãe comprou pra mim e a primeira conversa que eu tive com a boneca foi: "Poxa, tá nova pra ter filho, né?"

Eu cresci e ainda assim não desejando ter filhos.
Ano passado ou retrasado, eu sonhei que estava grávida, um barrigão. O desespero foi ENORME. No sonho eu chorava tanto, TANTO; dizia que nunca sonhei em ter filhos, e que quando ele nascesse eu iria dar a criança para a adoção. O sonho foi tão real que eu acordei aos prantos procurando a barriga que, felizmente, não existia (ao menos, não com uma criança dentro hehehe).

O que me chateia é o fato das pessoas não entenderem isso. As pessoas pensam que o fato de eu gostar de crianças (dos outros) quer dizer que eu quero ter uma pra mim. O que eu teria de fazer? Maltratar os pequenos?
E as pessoas - tanto da família quanto de fora dela - perguntam quando eu vou casar (alow, talvez eu case NUNCA, e mesmo assim, ainda vou fazer 22) e ter filhos.

Minha avó vive dizendo: "É porque você nunca se apaixonou perdidamente por ninguém". Desculpa aí vó, mas já me apaixonei loucamente sim e me imaginava velhinha ao lado DELE, sem filhos nem netos para serem "o fruto do nosso amor."

A pressão com mulheres que não querem filhos é tanta, que você tem vontade de ir à público e dizer: Me desculpem por eu ser uma vadia egoísta que não quero ceder o MEU útero para atender aos desejos da sociedade.
Acredito que a lógica que as pessoas usam é: "Se homem não quer casar e ter filhos, ok. Nasceu mulher, tem a missão de casar e ter filhos."
E se você diz que não quer ter filhos, o pensamento é: "Como assim? Deus lhe deu um útero para gerar uma criança."

As pessoas têm que abrir a cabeça! Acredito em Deus, mas não é Ele que vai engordar, deixar de ver os pés, parir, ter 4 horas de sono por noite, aguentar choro estridente da madrugada, limpar merda, e depois de tudo ainda ser xingado quando o pestinha virar adolescente.
O que eu mais vejo por aí são mulheres que não têm vocação para serem mães, mas o são por diversos fatores, menos por quererem ter seus próprios filhos. Como eu sei disso? Elas são iguais a mim: Adoram os filhos DAS OUTRAS PESSOAS; adoram brincar com a criança perfumadinha, arrumada, limpa e alimentada, mas a hora mais feliz é a de entregar a criança aos devidos responsáveis.

Não saio por aí atirando pedras em quem tem ou quer ter filhos, é direito de cada um; não vejo nada de mau no planejamento familiar. Porém, pra mim o negócio é o seguinte: Ter filhos, atualmente, é um "ato de egoísmo". Afinal, as pessoas colocam as crianças no mundo para satisfazerem seus sonhos, suas vontades; para dar um novo fôlego ao casamento, para ter alguém que cuide de você na velhice, para dar o neto que seus pais almejam, o sobrinho que seu irmão deseja, para receber o "Bolsa Família"... Em fim, os motivos são muitos. Mas e a criança? Quem pensa NA CRIANÇA? Quem pensa que ela está vindo para um mundo onde a violência só aumenta, onde os recursos naturais estão se esgotando, onde ela vai sofrer pra acordar as 6:00h pra ir à escola, sofrer por amor, sofrer pra arrumar emprego, sofrer pra construir o próprio caminho? NINGUÉM pensa nisso. Ou melhor, QUASE ninguém.

Portanto, futuro filho que eu não vou ter, mesmo não querendo te conhecer, saiba que eu te amo e por isso estou lhe poupando de um monte de coisas.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Rivalidade e futebol: Discutir vale a pena?


Antes de qualquer coisa: Ricky deixou comentário informando que minhas atualizações não têm aparecido no painel do blogger; fico "feliz" em saber que o problema no blogger não é só na minha conta. Eu sigo muitos blogs, mas no meu painel, muitas vezes, só aparecem as atualizações de uns 3 ou 4. Ah, pra quem me segue mas não recebe minhas atualizações pelo painel: Clica ali na barra lateral para "Curtir" no Facebook, ou inscreva-se no feed para receber as postagens no seu e-mail.
Agora vamos ao que interessa!

Eu sou muito tranquila quanto a jogos, principalmente sobre futebol. Não sou "fanática" pois encaro o esporte como algo que tem que me divertir, me entreter; e esse negócio de ser tão cega de amor por um time, ao ponto de não pensar duas vezes antes de entrar numa briga - seja por agressão física ou verbal - é a maior babaquice.
Claro que eu vibro, grito gol, xingo a TV, mas só. Sim, eu conheço as regras e sei o que é um impedimento; não sou daquelas tontas que só assistem o jogo porque "é meu namorado o verdadeiro torcedor", não eu.

Vamos ao ponto:
Aqui em Pernambuco há os três maiores times: Náutico, Santa Cruz e Sport (é pra esse que eu torço).
Em 2011 o Sport teve a chance de ganhar o hexa estadual, mas perdeu para o Santa Cruz.
Claro que fui motivo de piada entre os amigos torcedores dos times rivais, mas nem ligo; jogo, caso alguém não saiba, é assim: Um dia você ganha, no outro pode perder e no outro ganha de novo.

Meu pai torce para o Santa Cruz, e num desses momentos em que é legal tirar sarro da cara do torcedor contrário, ele começou a falar com um amigo, torcedor do Sport, logo após o Sport ter perdido o estadual:

- Cadê o hexa do Sport?
- Mas o Sport é penta!
- Isso é passado! Falo do presente. No presente o Sport perdeu pra o Santa. E aí? Tem o que pra dizer?

Pobre do rapaz, que não soube o que dizer.
Eu ouvi o diálogo, mas não me meti e não foi por falta de resposta. Eu poderia ter dito simplesmente:

- Ok. Pai, não quer falar do passado? Vamos falar do presente: Meu time NUNCA caiu para a série C; mas e quanto ao seu time? Como anda a expectativa pra a SÉRIE D? Sorte o campeonato não ir até a "Série Z", ou então o seu time aprenderia todas as letras do alfabeto.

Sim, eu sei, seria um "fatality". Pena eu achar discussão sobre futebol idiotice.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bullying ou "Como destruir a autoconfiança de uma pessoa"



Post hoje é longuinho, mas vale a pena, já aviso.
Se você está na página individual da postagem, ela aparecerá completa; mas se está na "Home" do blog, eu dividi a postagem em duas partes. Então, se não estiver cansado após ler a primeira parte, clique no "continue lendo este post" ali embaixo, para ler a parte final.

“Bullying” é um termo em inglês que quer dizer basicamente "intimidação", o ato de coagir alguém que aparenta ser “mais fraco” de alguma forma.
Pra mim, há uma diferença entre piada e bullying, e essa onda que surge do "politicamente correto" é um puta saco.
A piada uma coisa que é feita uma vez, duas vezes, depois passa. A pessoa alvo da piada não tem traumas com isso, não se sente um lixo, nem intimidada - apesar de não gostar de ter sido o alvo. Piada sempre ofende alguém de alguma forma, e é essa a parte graçada, mas não quer dizer que a pessoa vai ter danos.
Já o bullying é uma coisa constante, que acontece com o único objetivo de fazer a pessoa se sentir mal, inferior,  e  esta se torna o motivo de chacota permanente de uma pessoa ou grupo e isto tem consequências emocionais, psicológicas e, algumas vezes, físicas.

Quem nunca sofreu bullying que NÃO ATIRE a primeira pedra.
Entre os 14 e os 16 anos eu sofri o tão "famoso" bullying no colégio.
Todos sabem que nestes casos, mesmo que esteja morrendo por dentro, quanto mais descontentamento você deixar transparecer, pior a situação fica.
Eu SEMPRE fui muito tranquila, com um círculo de amizades limitado (por opção minha), mas quando se está no colégio, com aquele bando de babacas que se acham os donos do mundo, sempre surge um apelido aqui... outro ali... “Ah, mas a pessoa que debocha de mim é meu ‘amigo’, né? Então dá para aguentar.”

Mas aí seu “amigo” tem outros amigos que o veem debochando de você, te pegando para Judas, e pronto, acabou-se sua paz.
O fato de ser negro, gordo, usar óculos, aparelho, ter cabelo crespo, ou ser gay - ou qualquer coisa que não se encaixe em padrões imbecis - deixa de passar despercebido e se torna o seu pior defeito.

Eu sempre fui gorda - não gorda ao ponto de chamar todas as atenções para mim - mas era o suficiente para que um grupo de 4 ou 5 alunos me insultassem constantemente; e não só no intervalo do colégio, mas também na saída dele, enquanto eu voltava a pé para casa - com meu amigo gay - e tinha que passar por esse grupo de meninos. Na grandessíssima maioria das vezes eu e meu amigo tentávamos ignorar.

De modo geral, salvo raras exceções - vamos ser francos - , professores não fazem nada a respeito. Portanto, para que providências de fato sejam tomadas é preciso que o aluno demonstre estar MUITO mal com a situação. Mas veja bem, para que a pessoa se sinta muito mal com a situação, a ponto de expor, é necessário que os abusos já venham ocorrendo há um bom tempo e com níveis absurdos de desrespeito. E muitas vezes a pessoa não fala porque ela já passa tanta vergonha sendo massacrada que não quer que mais ninguém saiba disso.

Os agressores não são vistos como agressores, mas sim como os caras mais engraçados da sala/colégio.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Pessoas que amam sozinhas

"As buscas terminam com o encontro dos apaixonados.”                                                                               Shakespeare
Talvez essa frase seja verdade. Talvez seja só bobagem.
Algumas pessoas deixam de amar, assim, do nada. Outras veem o tempo lhe levar a pessoa amada.
Algumas pessoas vivem uma vida toda de amor, até que a morte os separe; outras se amam por uma noite, e isto é o suficiente.

Foi William quem também disse que "o amor é cego", mas esta frase eu sei que é verdade.
Ele só não parou pra pensar num grupo muito seleto de apaixonados: Os que amam sozinhos.
É uma condição unilateral.


E o engraçado é que, quando pensamos em paixão, pensamos em duas pessoas envolvidas num sentimento recíproco.
Mas nem sempre é recíproco, e estas pessoas que vivem nesta condição estão por aí aos montes, amando sozinhas. Algumas destas pessoas podem ser seus vizinhos, ou seus amigos, ou até mesmo seus parentes.

No mais, a única coisa que posso afirmar com convicção sobre esta frase de Shakespeare é que ela não se aplica a mim, pelo menos não atualmente. E até agora vou muito bem, obrigada. Pois, antes de qualquer coisa, ainda vale a premissa: "Antes só do que mal acompanhada."
Mas o amor, que eu acho o mais bonito dos sentimentos, também é o mais cruel: ele pode acabar com suas vítimas mais rápido do que podemos imaginar; porque, geralmente, as pessoas que amam sozinhas  se sentem "mortos-vivos".


É tolice dizer para um apaixonado: "Conforme-se, parta para outra, você está perdendo tempo", pois o único tempo que esta pessoa achará que perdeu foi ter ficado ouvindo esse conselho.
Para superar, muitas vezes, é preciso sofrer. Sofrer bastante até que a pessoa perceba que mergulhar em toda a dor, que relembrar cada momento, de nada vai adiantar. E este é um processo solitário.

Geralmente essas pessoas amam sozinhas no escuro de seus quartos, nos intervalos da faculdade, na solidão de seus escritórios, dentro de ônibus na volta para casa.
Fazem poemas que não divulgam e escrevem cartas que não entregam.
O amor nem sempre é belo, mas ele é transformador de vidas: não há quem tenha vivido um, ainda que solitariamente, e tenha permanecido o mesmo.


Não sou das melhores pessoas para falar sobre amor, muito menos sobre o seu lado belo; mas tenho certeza que todos sabem o que é amor, ainda que tenham conhecido apenas um de seus lados.

PS: Gente, quem melhor ilustraria o texto do que o "casal" Seu Madruga e Dona Clotilde? NINGUÉM!


Para matar a saudade, mais fotos do casalzinho (clique sobre as imagens para expandir):





Foi só imaginação de Chaves, mas vale, né?

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"Quando o seu pai chegar..." bela bosta!

Mães, de modo geral, sempre soltam as famosas "frases de mãe". Frases que só elas podem usar e que acabam virando argots na boca desses seres.
Tem a famosa "Vem comer, menino!" e também a "Quando você tiver filhos, você vai me entender".
Eu, geralmente, não tenho nada contra as frases de mãe, acho até que essas frases é o que dão para uma mãe o ar de mãe; mas tem uma frase que me pega de jeito, uma frase que cada vez que é falada por uma mãe, faz eu eu pensar: Dou 6 meses pra ela perceber o terrível erro que cometeu.
Sabe qual é? Quem acertar não vai ser dedurado para o pai!
Sim, não há frase pior no mundo do que "Quando o seu pai chegar, eu vou contar".


A mãe diz isso pra a criança e não para mais de repetir essa frase ao longo da vida daquele ser em desenvolvimento.
Num primeiro momento - enquanto o filho é criança - até que funciona bem, pois ele faz uma traquinagem, a mãe solta a frase de efeito e "pimba", o pestinha vira um anjinho; PORÉM, não vai demorar muito até que a criança entenda que enquanto o pai não chega em casa, ela está livre pra fazer o que quiser, que o pai tem a autoridade, a mãe não.


Mães, futuras mães, por favor, NUNCA digam para seus pestinhas que "Quando o seu pai chegar..." pois cada vez que uma mãe dissesse isso, devia subir uma plaquinha com os dizeres: "Parabéns, você acaba de perder a credibilidade com o seu filho."

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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mulher com pés grandes


Sim, eu tenho um "pézão". Não chega a ser exatamente gigantesco, mas uso número 39 para calçados abertos e 40 para sapatos fechados.
Engraçado como os padrões de tamanho dependem do ponto de vista: Se eu fosse um homem, meu 39/40 seria considerado pequeno, mas eu sou uma mulher que calça 39/40 e isso é um terror na minha vida.
Também se eu fosse um homem com os pés grandes - segundo o mito popular - eu teria um pênis grande. Como sou uma mulher com os pés grandes, isso só significa que eu sou uma mulher com os pés grandes. Ponto.

Aí que segunda  (antes de ontem) eu resolvi comprar sapatos; que tragédia. Eu olhava um sapato e gostava, então dizia ao vendedor: "Pega esse, aquele, aquele, aquele e aquele outro pra eu provar."
Alguns minutos depois voltava o vendedor com um ou 2 sapatos dizendo: - "Aqueles outros não têm o teu número."
Gente, isso é terrível, até porque o fato de os meus pés terem crescido muito não é minha culpa! E, como a indústria de calçados não está preparada para pés femininos grandes, eu que pago o pato.
Eu quero um sapato social bonito, também quero uma sandália com salto alto legal e trabalhada nos detalhes; mas essas coisas "não existem" no meu número.

O que eu pretendo fazer? Como não vou cortar fora metade do meu pé, vou pedir ajuda na internet, claro!
Bom, se alguma drag queen da região metropolitana do Recife ler o meu blog, por favor, me indique a loja onde você compra os seus sapatos fabulosos, porque pra mim, tá f*da.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

domingo, 30 de outubro de 2011

Quando seu celular deixa de ser seu para ser do mundo

Não, os celulares não passam a ser do mundo por "deixarem de ser evangélicos".
Seu celular vira "do mundo" quando deixa de ser um aparelho que serve a você para se tornar um aparelho que serve aos outros.
Já houve o cúmulo de alguém me dizer: "É um absurdo. Tu não atendes o telefone. Tento falar COM A TUA MÃE e não consigo."
Vontade de responder: Que tal você se jogar do viaduto e tentar voar?

É engraçado que agora você NÃO PODE esquecer o celular em casa ou desligar o celular para poder dormir; nem é porque você vai ficar incomodado com o fato de estar sem o celular, ou porque você pode precisar chamar ajuda na madrugada; você não pode esquecer ou desligar o celular porque as pessoas ficam putinhas se não conseguem falar com você na hora que bem entendem. E o pior: Você nem é médico!
Como lidar?
Logo quando meu celular quebrou, eu já estava tão farta das cobranças que postei no Facebook:

"Só pra que saibam e  parem de encher meu saco:Meu celular morreu, entendido?O próximo que vier reclamar, vou mandar me dar um novo de presente.(Não que eu TENHA que dar satisfações, afinal o celular era MEU e para a MINHA conveniência)."

Não sei porque as pessoas se incomodam tanto quando alguém está sem telefone. Eu não me importo de ficar sem telefone; e observe que se houver um sequestro, quem vai ficar sem ter como entrar em contato com os parentes, sou eu.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Encalhada?! Eu?

"Zé Povinho" se incomoda com tudo: Se você namora e o namoro acaba e você namora outro, pronto, você é uma vadia. Se você não namora ninguém, é encalhada - ou lésbica, claro.
Conversa corriqueira que pessoas - que não têm nada a ver com minha vida - puxam comigo:

- E namorado, Lay? Já tem?
- Não...
- Mas por quê?
- Ah, ainda não encontrei.
- Por quê?
- ...










Pausa para respirar fundo e me controlar pra não responder:
- Porque ainda falta eu olhar no seu c*. Beleza? 






Sou mal humorada? Sou nada! Só que me irrito com esse tipo de coisa.
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