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sábado, 10 de janeiro de 2015

Quantos gritos cabem no silêncio?

     Mais de um ano após a última postagem eu volto pra dizer que tanta coisa aconteceu que eu nem me reconheço mais. Procuro a pessoa que eu era na adolescência, e não acho. Procuro a moça da época da faculdade, e também não acho. A única coisa que eu acho é que estou numa espécie de crise do "quem sou eu?" Eu não sei quem eu sou, nunca soube, mas agora eu quero descobrir. Existem dias em que eu penso que sou só uma inútil, fracassada, que não tem nada a acrescentar de bom na própria vida nem na vida de ninguém, que não sabe lidar com sentimentos, alguém que não se ama nem vai ser amada. Nunca.
     Ultimamente eu tenho chorado fácil quando se trata de falar sobre meus sentimentos, e é por isso que nunca falo a verdade sobre como me sinto, nunca me mostro, tudo está sempre bem, meu céu está sempre azul, meu sorriso está sempre estampado. Mas a verdade é que só eu sei a agitação do meu oceano interior. Talvez eu seja assim porque durante o meu crescimento eu tive que aprender a dizer que tudo estava ótimo. Pois quando nada estava bem eu podia chorar o quanto quisesse, pedir ajuda o quanto fosse, mas no final só a imagem refletida no espelho me entendia e estava disposta a me ouvir. Já conversei tanto comigo em frente a um espelho enquanto chorava que até perdi as contas, e me incentivava "vai, sorria. Isso vai passar." Eu me forçava a sorrir pra mim mesma. Até via certa beleza naquele nariz escorrendo, naquela bochecha vermelha, naquelas lágrimas rolando. Respirava fundo, enxugava as lágrimas, limpava o nariz, e saía do quarto levando o meu maior escudo: O meu sorriso falso fabricado a partir da obrigação de mostrar que nada me atingia.


     Quando eu tinha 8 anos, eu estava brincando na calçada de casa, virei o pé e me estabaquei sobre um pequeno monte de paralelepípedos soltos. Levantei toda dolorida, ralada, e rindo enquanto me perguntavam se eu estava bem. "Hahahaha Tá tudo bem, gente." Não, não tava bem. Só comecei a gritar pela minha mãe quando vi que meu braço, minha mão e a calçada estavam cobertos de sangue. A ponta de uma das pedras abriu o meu pulso direito: uma belezura de dois rasgos, que me rendeu um total de doze pontos e uma pequena sequela em algum tendão flexor, o que me rende fisgadas no pulso e no cotovelo sempre que faço qualquer coisa que exige força.
     "Tá tudo bem", quantas vezes a gente diz isso quando nada está bem? O "tô bem" sai naturalmente em 90% das vezes. Não é que eu não queira falar sobre as minhas inquietações, sobre meus medos, sobre as minhas expectativas, sobre as minhas inseguranças, mas é que eu não consigo. E, aliás, quantas pessoas se importam de verdade? Acredite, escrever estas coisas está sendo extremamente difícil pra mim.

     Portanto, como é de se esperar, eu tenho dificuldade em me relacionar com pessoas, em me abrir, em me deixar ser tocada na alma; porque eu vivo sempre muito empenhada em só mostrar meu lado bom. Em ser "foda", em ser "alegre", em ser sarcástica, perspicaz, em dizer que nada me atinge. E em alguns destes momentos eu sou uma grande farsa, porém eu tenho consciência que isso é algo que tem que ser trabalhado dentro de mim, são marcas de acontecimentos aparentemente tolos ocorridos durante meus quase 25 anos, que deixaram cicatrizes na mente, que fazem parte da minha história e que eu finjo que não estão ali mas que vez ou outra acabam se mostrando pra me lembrar "você só é assim hoje e reage deste modo por causa de tal coisa que você ouviu/viu/viveu e te afetou". Não tem a ver com rancor, não tenho raiva das pessoas ou das experiências, mas isso não quer dizer que eu não lembre, que vez ou outra não me causem fisgadas na alma. E por que eu resolvi começar a falar agora? Bom, não pretendo falar sobre minha vida com pessoas nas quais eu não confio, muito menos escancarar tudo nas redes sociais, mas sou de carne e osso, e - apesar de ter uma vaga consciência das minhas qualidades - não quero fingir ser a Mulher Maravilha pra sempre.

sábado, 3 de agosto de 2013

Mesmo que mude



O telefone tocou. Um número que não constava na agenda, porém era vagamente familiar, apareceu na tela. Ela atendeu.
— Alô?
— Alô, quem é? – Aquela voz... Não era a primeira vez que ela a ouvia.
— Eu que pergunto: Quem é?
— Sou eu – ele esperou um pouco antes de dar o golpe –, Pedro.
Ela silenciou por alguns poucos segundos enquanto euforia, ansiedade, expectativa, saudade e medo tomavam conta de todo o seu corpo e ondas intensas de adrenalina inundavam o seu sangue.
— Não pode ser...! Pedro? Pedro?! É mesmo você?!
— Sim, sou eu.
— Você é louco – ela ficou sem saber se ria, se sentia surpresa, se lhe dava uma bronca ou se dançava a Macarena pelo quarto. – Você é louco!
— Eu sei disso.
— Tá tudo bem? O que aconteceu?! Você tá bem? – ela pensou em mil e um motivos pra ter recebido aquele telefonema, nenhum era lá muito bom.
— Sim, eu tô bem.
— Seis meses sem termos nenhum contato... e eu acreditava que jamais teríamos novamente. Pedro, o que houve?
— SEIS MESES... Parece que foi ontem, né?
— Não. Na verdade, pra mim pareceram seis meses. Agora diz o que aconteceu pra você me ligar depois de todos esses meses.
— Na verdade, já faz tempo que eu queria te ligar.
Ela não esperava por isso. Ela ainda pensava nele, ainda sentia saudade, mas não admitia isso pra ninguém. De qualquer modo, ninguém se importaria. O que ela não esperava é que ele também pensasse, que também sentisse saudade e muito menos que um dia ele admitiria isso, ainda que em outras palavras.
— E por que esperou os seis meses?
— Não tem motivo específico. Mas eu sabia que, depois daquilo, o próximo passo tinha que ser meu.
— Você tem certeza que quer isso?
— Se quero isso... O quê?
Ela parou um pouco pra pensar, o cérebro trabalhava a mil por hora lembrando de tudo. Lembrou como se conheceram, e como ela foi boba e desesperada, e como ele foi frio, e como o distanciamento se abateu inúmeras vezes, e como houve a decepção e por fim lembrou sobre como ela passou mal por quatro dias inteiros.
— Essa... reaproximação – ela sabia o que queria dizer, mas as palavras ficavam entaladas. – Você tem certeza que quer isso?
— Sim, eu tenho certeza.
— É que, você sabe... O nosso histórico não é muito bom. Se eu fosse você, eu fugiria de mim.
— Eu não quero isso.
— Eu mudei, Pedro – e grande parte da motivação dessa mudança foi ele. Ela se tornou um bicho arredio e amedrontado que adotou a indiferença e a agressividade para se defender. Não queria mais criar vínculos com ninguém, não queria mais expor o que sentia. Ela já tinha aprendido a lição. – E eu tô com medo que tudo aconteça de novo. Eu sou um gato escaldado e tenho medo de água fria.
— Então esse é o segundo “adeus”?
Não... Definitivamente aquele não era o segundo adeus. Ela não queria que fosse. E sentiu o coração ficar pequenininho diante da ideia de uma nova despedida.
— Não é bem assim... Eu só... Não sei como agir, entende?
— Então deixa fluir. Deixa ver no que dá.

E ela seguiu o conselho, deixou aquela conversa continuar enquanto notava a clara falta de costume que ela sentia após tantos meses de ausência. Ela sabia que precisavam reaprender a lidar um com o outro. Ela estava confusa e não sabia muito bem como agir com ele, muito provavelmente ele também estava tentando entender a nova pessoa que ela era (ou ao menos, que aparentava ser). Ela queria que ele se aproximasse, mas tinha medo de deixa-lo se aproximar novamente. Ela queria que eles voltassem a se conhecer, mas tinha medo das consequências dessa intimidade. Ela queria que ele continuasse a surpreendê-la positivamente, mas tinha medo de não saber o que viria. Ela queria tantas coisas, mas o medo a fazia conter a expectativa enquanto seu lado sonhador tentava se agarrar à esperança de que talvez um novo adeus não voltasse a ser necessário.


Ela vai mudar.
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou.
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou.
Pelo jeito não descarta uma nova paixão,
mas espera que ele ligue a qualquer hora,
só pra conversar
e perguntar se é tarde pra ligar;
dizer que pensou nela
e estava com saudade,
mesmo sem ter esquecido o que passou.

Ele vai mudar.
Escolher um jeito novo de dizer "alô".
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
e que aprenda a esquecer sua velha paixão.
Mas evita ir até o telefone para conversar
pois é muito tarde pra ligar.

Mesmo que mude - Bidê ou balde


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cafajeste também ama



Acreditem ou não, conheço os maiores cafajestes do mundo.
Claro que isso abriu muito os meus olhos desde a infância mas, até então, eles estavam no meu círculo familiar.
A gente vai crescendo, e os cafas começam a surgir naturalmente em nossas vidas. De um modo muito curioso, sou do tipo que se torna SUPER amiga dos cafajestes. Levo papo de "brow" mesmo. Mas quando tem a ver com se envolver, atraio os bonzinhos (o que não significa que sejam lerdos, veja bem).
Acontece que, no meio desses seres curiosos que são os cafajestes, conheci um acima da média.
Vou confessar que não acreditava que o danado tivesse um coração. Ao longo de muitas conversas, risadas e histórias engraçadas, fui formando a ideia de que ele só queria passar o rodo em todas as mulheres do mundo e nada mais. Eu não estava enganada, mas isso não era tudo: Ele já havia me dito que se apaixonou uma vez na vida. Acreditei meio desacreditando, sabe? E não levei o assunto mais a fundo. Até que essa semana, no meio de mais uma de nossas conversas informais, ele disse que sexo bom é sexo com quem a gente gosta.
Pensamento interessante vindo de um cafajeste, não acha?
Comecei a puxar o fio da meada. Quis saber mais sobre a heroína que fez com que um dia ele se apaixonasse. Ele explicou que ela foi uma das várias ex-namoradas dele - o que nunca impediu que alguma levasse chifres - e que não faz ideia dos motivos que o levaram a se apaixonar por ela, e eu confesso que achei isso demais. Perguntei se caso ela quisesse voltar a namorar ele aceitaria. Prontamente ele disse que sim. Completei com um "Você ainda é apaixonado por ela." e foi aí que ele disse as palavras que eu JAMAIS pensei que ouviria de um cafajeste: "Acho que por ela, sempre vou ser." Contou sobre a história deles. Sobre como namoraram, sobre como ele - apesar de apaixonado - não conseguiu ser fiel, sobre como ela descobriu as traições, sobre como ele continua tentando entrar em contato com ela depois de anos - ainda que ela não queira e tenha sumido da vida dele.
Eu sei que ele é cafajeste, mas vocês têm noção do quanto esse ser subiu no meu conceito? Não por já ter se apaixonado, mas por não ter vergonha de admitir isso, por não ter vergonha de dizer que ainda está atrás dela (apesar de que, eu, no lugar dela, não voltaria pra ele).
AMO quando essas confissões totalmente inesperadas acontecem. E depois de ter ouvido ele dizer isso, só pude dizer "Eu queria que algum dia alguém se apaixonasse por mim assim como você é apaixonado por ela, ao ponto de dizer que sempre vai ser. Foi lindo descobrir que você tem um coração."

Eu só queria dizer que é deliciosamente maravilhoso descobrir novos lados de uma pessoa, ser surpreendida. E, como eu sei que você está lendo, esse post é pra você. ;)

*Fonte da Imagem: Google Images

terça-feira, 2 de abril de 2013

Fórmula pra atrair atenção




Quer atrair a atenção alheia?

Esteja mal, desgraça atrai um monte de olhares; mas, principalmente, esteja bem: Sorria. Não se importe com julgamentos alheios. Tenha poucos E BONS amigos. Viaje. Sorria mais um pouco. Tenha seus amores, ou desamores, e lide com eles com bravura. PERDOE. Se estiver sozinha, viva de modo como se não houvesse melhor companhia do que você mesmo; afinal, não deveria haver. Vá aos lugares que te fazem bem, e sem isso de "só vou se 'fulano' for"; há vários fulanos pra conhecer. NÃO CONTE SUAS CONQUISTAS PRA O MUNDO INTEIRO (estar bem atrai atenção, e inveja). Não precisa ser - ou se sentir - uma "Barbie" sempre, mas sinta-se bonita sem que seja necessário surgirem ocasiões que te obriguem a se produzir. E não ache que "fórmulas disso e daquilo" (inclusive essa) serão a solução pra todos os problemas da sua vida, então, enfrente-os.
Enfim: Pessoas bem resolvidas conquistam olhares.



*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

sábado, 30 de março de 2013

"Pateticidade"




O "aleatório" do meu player tocou aquela música, aquela que você adorava e que quando ouço sempre lembro de ti, e sei que o contrário também se aplica. A propósito, me desculpe por provavelmente ter estragado ela pra você.
Eu sempre pulava pra outra música quando ela começava, mas hoje - por algum motivo que não sei dizer - deixei que ela tocasse até o final. E me dei conta, sem precisar do Facebook pra lembrar, que hoje é o seu aniversário.
Lembrei que há um ano eu estava te dando os parabéns por vinte e tantos anos de chatice. Esse ano você nem sequer saberá que eu lembrei. Mas você está vivo, e provavelmente sendo feliz. Lembro que te pedi pra ser feliz - e pra me esquecer -, então cumpra.
O pior - ou melhor - de tudo, é que você não vai ler isso e quase nenhum dos meus contatos vai entender essa minha nostalgia.
E agora tô eu aqui, no auge da pateticidade, pensando em como seria legal se você não fosse um idiota e eu pudesse te dizer pessoalmente o quanto espero que você tenha muitos anos de vida, que você vire um velho idiota. E pra foder tudo de vez, nem sei se a palavra "pateticidade" existe.

Originalmente escrito no Facebook, em uma madrugada qualquer de fevereiro.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Café morno



"Vou colocar pra esquentar mais."
É sempre isso. O café tá ali, na garrafa térmica, quente para o paladar da grande maioria das pessoas, mas pra mim tá morno.
Coloco alguns segundos no micro-ondas, ao ponto de quase ferver, de sair soltando mais fumaça que um daqueles antigos trens a vapor, mas é assim que eu gosto. Gosto de que meu café seja forte, e bem quente.
Se não estiver bem quente - pode ser forte o quanto for - irei achá-lo sem graça, ainda que a maioria das pessoas ache que ele está no ponto. Gosto até de toda a cautela que as vezes tenho que ter. Ir bebendo de golinho em golinho, correndo o risco de, ao terminar de beber a minha caneca de café, estar com a língua queimada.

E sou assim desde... Bom, desde sempre. Não só com relação ao meu café, mas com relação a vida. Meu negócio é a intensidade. Gosto de correr riscos calculados, ou de correr riscos que serão calculados aos poucos. Tenho um caso de amor com a loucura. Não com a loucura clínica (bom, há  quem discorde dessa parte). Não ouço vozes ou acho que estou sendo perseguida, não rasgo dinheiro ou como no McDonalds, nada disso. Mas falo daquela loucura de ir de cabeça nas coisas; de falar algo por achar que foi preciso, ainda que depois pense "mas que m*"; de dar carinho - ou desprezo - indiscriminadamente pra quem merece; a loucura de se apaixonar e cantar "exagerado, jogado aos seus pés, eu sou mesmo exagerado. Adoro um amor inventado" sem um pingo vergonha; a loucura de pecar pelo excesso, sempre pelo excesso, nunca pela falta.
O morno entedia, e o frio repele - e para passar de um estágio para o outro, é rápido. Café morno, vida morna, relacionamentos mornos... Pega tudo isso, coloca pra ferver (mais simples do que imagina: apenas se entregue mais) e vá ser feliz. A vida é curta.
Em 2013, muita intensidade pra você. Muitos pecados pelo excesso.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

domingo, 12 de agosto de 2012

I am not your father. Wait... What?


ALERTA: Se você nunca viu a saga "Star Wars" e quer assistir, este post terá alguns spoilers.

O Lorde Vader não foi um bom pai. Afinal, ele só quis saber do Luke pra que o garoto virasse um Sith. Mas, aos olhos do Luke, o Vader - no fundo - nunca deixou de ser um Jedi, mesmo ele se mostrando um ser sem escrúpulo algum.
Basicamente, é isso que os filhos fazem: Acreditam que os pais são seus heróis - até que se prove o contrário - independente de circunstâncias.
Mas o Lord deixou todo o seu lado paternal aflorar, e por alguns instantes, Luke pôde sentir como era ser um filho.

Então, vamos às vias de fato:

Will Smith e Jaden Smith (pai e filho - e lindos - na vida real)
Poxa, Vader e Luke que me perdoem.

Parabéns a todos os papais que sabem que ser pai é mais do que simplesmente alimentar o filho.
Parabéns aos que trocam fralda de cocô mesmo sentindo ânsia de vômito; que durante a noite dizem "deixa que eu vou" pra a esposa descansar mais; aos que só faltam enlouquecer quando a criança começa a chorar mas controlam a vontade  de a afogar na privada e, em vez disso, dão um abraço; que chegam cansadíssimos, mas vão brincar; aos que sabem de cor todas as músicas do DVD da Galinha Pintadinha; aos que sabem que autoridade é diferente de repressão e que medo é diferente de respeito; que sabem que suas palavras não surtem efeitos se seus atos não forem os certos; que mesmo não podendo estar sempre com os filhos, os amam mais que a própria vida.
Parabéns também aos que nunca se negaram a fazer o exame de DNA.

E se você não é desses, não se preocupe: Se não era tarde pra o Lord Vader fazer valer o papel de pai, por que seria tarde pra você?
Deixo aqui toda a minha admiração por esses verdadeiros pais.
E pra os que fazem tudo ao contrário do que eu citei, passarei pra lhes deixar um recadinho no dia 10 de dezembro: Dia universal dos "paiaços".


*Imagem retirada do Google. Filme "Á Procura da Felicidade".

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Nem às paredes confesso


Eu estava lendo o post "Quem não tem segredo?" no blog do Rick, e por vários dias não consegui parar de pensar nos meus; não "segredos quaisquer", mas aqueles que realmente fazem a diferença em mim.
Peguei papel e caneta. O que eu considero "meus segredos"?
O que tenho pra contar sobre mim quando eu estiver com meu "príncipe", o merecedor de todas as minhas confissões?


Comecei a fazer tópicos e a escrever, uma por uma, as coisas que estão guardadas lá no fundo da minha mente, que aconteceram no meu passado e que estão bem vivas no meu presente.
Algumas delas jamais foram ditas em voz alta, talvez nunca sejam, e fiquem ecoando na minha cabeça pelo resto da minha vida. Não considero um fardo grande, afinal eu mesma esqueço delas, as vezes.
Minha surpresa foi enorme ao notar que, de tópico em tópico, de segredo em segredo, consegui preencher uma folha grande de caderno, frente e verso.
Foi uma tarefa interessante. Revivi muitas coisas e lembrei de outras tantas que eu nunca deveria esquecer. É um exercício que eu recomendo.

Você tem segredos, não tem? Todos temos. Mas até que me saio muito bem ao manter aqueles que  são inconfessáveis.
Sei manter os segredos de outras pessoas também. Afinal, as vezes tudo o que precisamos é que alguém nos escute e nos dê uma consideração sobre o que foi falado. E o mais engraçado é que, felizmente, com o tempo, eu acabo esquecendo dos segredos que me contam. No caso, não precisam me matar após me contarem algo.

PS: Não, né? Claro que eu não ia contar segredos aqui.


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.




sábado, 21 de julho de 2012

Vou casar

Sim, eu vou casar, aliás, eu  casei.
Antes de explicar como isso aconteceu, quero dizer que você também devia se casar, e não importa se já tem um marido ou uma esposa.
Bom, quando se fala em "casamento", no que você pensa?
Provavelmente pensa em comprometimento; pensa em amor, em respeito, em intimidade; certo?
Desde sempre - quase que inconscientemente - nos comprometemos a respeitar nossos pais, a não sabotar nossos amigos, a não abandonar nosso bicho de estimação, a ser fiel ao namorado. E assim, vamos "casando" com esses seres ao longo da vida.

"Eu (…) prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te,
na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença,
todos os dias da nossa vida..."

Mas o casamento no qual eu entrei, e que eu proponho a você também, é o seguinte: Case-se consigo mesmo.
Comprometa-se a se amar - com suas qualidades e defeitos -, comprometa-se a respeitar os seus limites, a se aceitar e se achar sexy mesmo com aqueles quilos a mais ou aqueles fios de cabelo a menos. Comprometa-se a ficar do seu lado, estando em boa situação financeira ou não, estando com ótima saúde ou não; prometa pra si que não vai se abandonar, que será mais tolerante consigo, que irá melhorar seus pontos fracos para poder ser mais feliz. Prometa que irá acordar com um sorriso mesmo quando for uma segunda-feira cinzenta e a sua cara estiver toda amassada; prometa rir de si mesmo quando você estiver se achando chato. Jure que será fiel aos seus valores, que não irá se boicotar, que irá se estimular a ir além. Permita-se tentar compreender suas limitações e a sentir TUDO de bom e de ruim que suas atitudes podem proporcionar e APRENDA com isso.

Você quer alguém que te prometa amor, respeito, consideração? EU TAMBÉM! Mas primeiro temos que ter isso por nós mesmos.
Você quer um namorado que te ame, te proteja, te respeite; mas você não se ama, não se protege e se sabota. Entende a contradição?
Ao ser egoísta a pessoa nem ama a si mesmo nem ama as outras pessoas. Porém, ao ter amor próprio, você se ama de tal forma que entende que se você não é perfeito (mas ainda assim merece amor) por que as outras pessoas precisam ser "perfeitas" para serem merecedoras da felicidade? Você entende que você merece ser respeitado por suas dificuldades e defeitos; e terceiros também.
Você entende que você pode E DEVE melhorar seus pontos fracos; e por que as outras pessoas não teriam uma segunda chance?

Case-se consigo, e viva em paz pelo resto da sua vida.

PS: Queridos rapazes, que por ventura ficaram tristes com o título do post, eu AINDA estou solteira. ;D

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ela



Ela foi uma criança tranquila e sinais indicavam como seria a vida dessa pessoa: Uma foto de uma infante com poucos meses de vida mostrando o dedo do meio para a câmera não trazia boas novas. 
Um projeto de gente muito segura de si e com poucos "por quês". Sempre tentava achar as próprias soluções para as coisas que se propunha a desvendar.
Na escolinha, um garotinho se apaixonou por ela, e o jeito mais fofo ele que achou para demonstrar foi beliscando suas pernas. "Pronto. Não sabe o que é paixão, mas vai lembrar de mim sempre que olhar os roxos que eu deixei nela." Onde estava a lei Maria da Penha quando se precisava dela?

E assim foi crescendo ser saber ao certo o que é "relacionamento". Onde encontrar um e como alimentá-lo, até hoje são enigmas para ela.
Pensou ter se apaixonado duas vezes, depois descobriu que apenas uma das vezes foi paixão. Pensou ter amado uma vez, depois descobriu que amor não faz você se sentir um lixo. O resto de seus afetos são pessoas que ela sabe que não estão inclusas em seu futuro, mas ela insiste em abrir a porta do coração para deixar que alguns fiquem de visita por um tempo curto.
E ela jura - pela alma de sua mãe que está viva - que se nada em sua vida der certo, vai montar um grupo de Stand Up Comedy com as amigas para fazer as pessoas rirem de suas desgraças amorosas.

Ainda muito nova ela aprendeu a sorrir quando na verdade estava com vontade de chorar. Assim ela permaneceu por muitos anos. Até que cansou e resolveu parar de reprimir o que sentia. "Foda-se esta merda. Que vejam como eu sou e decidam se gostam ou não, afinal."
Mas ela é dessas: Você ama ou você odeia. E ela não faz por mal. Ela apenas se mostra como é. De cara limpa, de peito aberto, pronta para mostrar quem é e receber o que a outra pessoa tem de melhor e pior. É sincera quando na verdade deveria não se mostrar. Deveria ser misteriosa; não é assim que todo mundo gosta? De pessoas que escondem o jogo pra só depois mostrar as víboras que são? 

Ela gosta de futebol e entende as regras, gosta de filme "de mulherzinha" e também de ação; gosta de rock e de bossa nova, e também curte o "tchu tcha tcha" nas horas de diversão; tem um humor negro podre e tenta ser engraçada enquanto faz piada sem graça; fala sobre sexo com naturalidade e lê livro de romance pra em seguida fazer uma poesia; acha sapato de salto a coisa mais linda do mundo, mas sempre irá preferir o All Star; desconfiada, teimosa, com uma memória desgraçada de boa e uma sinceridade inútil; diz querer um amor pra a vida toda, mas não acredita que ele virá; as vezes se irrita e diz "Dane-se tudo" pra no momento depois quase implorar "Oi, alguém quer me amar?"; admite ser louca mas, por medo de ser quem é, tenta se convencer que é tão normal quanto qualquer outra; e, assim como a água, aprendeu a se adequar ao contexto onde está inserida.

Não sabe ao certo quem é, talvez por ser muitas em uma só, talvez por nunca ter notado a si mesma como alguém que é mais do que apenas medíocre. Não sabe se o mundo não está pronto para ela ou se ela não está pronta para o mundo. Ela apenas sabe que está deslocada.
Se ela gosta de ser assim? Não, ela não gosta, mas também não sabe ser uma pessoa diferente.
Por isso ela brinca de tentar olhar de fora e assistir a própria vida, como um espectador que assiste uma novela e torce pela protagonista.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Morte cibernética


Hoje vi uma imagem que diz que daqui 100 anos, o Facebook terá alguns muitos milhões de perfis de pessoas mortas. Bom, já era de se esperar. Nem todos os reles mortais têm Síndrome de Dercy, grande filósofa que morreu no auge de seus 243 anos.


E aí, lembrei que há um ano atrás, um colega sofreu um acidente de moto e após um mês internado, morreu.
Quando soube da morte dele, meio que nem acreditei. Fui olhar o Orkut dele, e lá estavam, todas as fotos, rastros de quem ele foi, do que pensava, as preferências dele expostas em forma de comunidades, pessoas deixando scraps como forma de homenagem. Olhei no meu MSN e vi o dele, ficaria offline pra sempre. Era estranho ter a certeza de que ele nunca mais iria me chamar com o costumeiro: "Oi, menina."
Resolvi "exclui-lo" do Orkut e do MSN. Não queria pensar no fato de que ele nunca mais estaria ali.
Pensei: E se fosse eu?

Eu tenho conta no Facebook, no Twitter, no Photobucket, no Fileden, no XVideos (Rá! Brincadeira), no Google - Picasa, Blogger, Youtube, Google Plus, Orkut (que nem uso mais) -, e ainda vários emails - consequentemente o MSN.
Imagina que tudo o que um dia eu fui ficará "perdido" na internet?
Prevendo isso, pedi pra que uma amiga guardasse todas as minhas senhas e sempre que modifico alguma, envio um novo arquivo pra ela. Em fim, no dia de minha morte, quem eu sou hoje existirá apenas na lembrança das pessoas, pois acho muito mórbido as pessoas deixando recados e comentários que nunca serão lidos pela pessoa aos quais foram enviados. 

Claro que escolhi uma amiga de super confiança, mas tão de confiança que eu acho que ela acredita que irá passar a eternidade no inferno se entrar em alguma das minhas contas sem minha autorização.
Inicialmente, quando expliquei o motivo de querer que ela ficasse com minhas senhas, ela ficou preocupada e desconfiando de um possível suicídio. Ri alto.
Depois descobri que há sites que cuidam das senhas das pessoas e, após a morte do usuário, as enviam para as pessoas designadas previamente por ele. Mas como esses sites descobrem que o usuário morreu, eu não sei. Se alguém souber, me explique, pois tá fodinha conseguir entender a lógica da coisa.

Em fim, eu vim dizer que vou passar um tempinho longe do blog, mas não muito. É só pra dar uma descansada na mente. E aí você pensa: 


What the bitch...

Fica enchendo a cabeça com porcaria
e quem paga é o blog.


Ser bitch... Me gusta.

 Hahaha! Prometo voltar com todo o gás.

sábado, 14 de abril de 2012

O que te inspira?


Ricky me passou uma tag, e tenho que dizer 10 coisas que me inspiram. Certo, lá vamos nós:

1 - Pessoas;
São fonte CONSTANTE de inspiração. Podem ser amigos, familiares, desconhecidos, a vizinha, o pedreiro... Falam algo, agem de determinada maneira, então se abre um leque de possibilidades e minha cabeça entra em um mundo paralelo.

2 - Escrita;
A escrita é uma das minhas maiores paixões. Seja falando besteiras aqui, ou anotando algo num caderno, ou escrevendo algo mais pessoal; saber que eu posso "extrair" coisas de mim através da escrita já me impulsiona a começar a pensar.

3 - Música;
De preferência, música "boa", mas também consigo pensar em várias coisas pra falar sobre o que EU considero como música ruim. 

4 - A chuva;

Eu tenho um caso de amor com a chuva e gosto de banhos de chuva. De qualquer modo, quando a chuva cai, ela vem e leva embora toda a minha inquietação, toda a minha "maluquês".
Se estou em estado de euforia, ela tira a minha agitação e me deixa só com um sorriso. Se estou triste, ela vem e leva embora a angústia, mas me deixa processar a minha dor com um sentimento de paz.
Em fim, eu seria capaz de fazer poemas e canções em homenagem a chuva.

5 - Leitura;
Esse ano, eu preciso ler mais. Entretanto, a leitura é algo que realmente consegue me tirar da minha realidade. Imagino cenários, personagens, som das vozes, entonações usadas, expressões faciais, tudo.

6 - Boa conversa;
Eu diria que uma boa conversa é um portal que pode fazer a sua mente processar trilhões de coisas ao mesmo tempo, deduzir algo a partir disso e ainda fazer você pensar em outro trilhão de coisas a partir da sua própria dedução. Muito inspirador.

7 - Bichos;
Tenho TANTO a aprender com esses seres. A forma como amam, como agem... Em fim, sinto que posso ser uma pessoa melhor ao estar em contato com eles. Principalmente com meu filho gato, Dengo.

8 - Milagres;
Certo, ok, eu acredito em milagres. Mas quando falo em milagres me refiro àquelas coisas que parecem estar totalmente perdidas, totalmente sem volta e do nada algo incrível acontece, algo que ninguém esperava, e muda todo o cenário. As vezes são grandes coisas, as vezes são pequenas coisas, mas eu admito que AMO quando acontece.

9 - Filmes e séries;
Pra mim, essas duas coisas são a combinação de outras duas coisas que eu citei: A escrita e a música.
Presto mesmo MUITA atenção na trilha sonora e no roteiro. Adoro observar os diálogos entre os personagens, se a música encaixa com a cena, etc. E isso também me fez entrar em um universo paralelo.

10 - Coisas simples;
Cheiro de café, som da risada de alguém querido, folhas balançando com o vento, barulho da chuva, afagar meu gato, um telefonema de alguém legal, pipoca estourando, uma música boa tocando baixinho em fones gigantes de ouvido, ...

Ufa! Responder isso parece fácil, mas não é. A partir do oitavo item a gente começa a ficar sem ideias. Hahaha!
Teria que indicar blogs, mas prefiro que qualquer um sinta-se livre para fazer ou não. :D

quarta-feira, 7 de março de 2012

Pra não dizerem que não falei das dores


Primeiro de tudo: EU acho que NÃO SOU LOUCA. Ao menos, não com laudo médico. Hahahaha. Mas confesso que ri com os comentários do post anterior, principalmente com o segundo.
Basicamente, eu quis dizer que assuntos pessoais, "assuntos de Elayne", não são expostos aqui no blog. O foco aqui é a diversão. Não importa o quanto eu queira compartilhar as coisas que permeiam o fundo da minha mente, tenho que "controlar" meus dedos.
Por exemplo, eu já tinha dito para Ricky que não ia publicar tal texto, mas resolvi postar para vocês não terem dúvidas sobre como eu realmente sou ridiculamente romântica e nunca mais precisemos falar sobre as diferenças entre Lay e Elayne, certo?
Texto que estava no limbo do meu computador e foi escrito há um ano atrás por uma "tal Elayne" podre de amor não correspondido:

Aquela velha história do “tão perto e ao mesmo tempo tão longe” é deprimente. Deprimente e real.
Você fica ali - perto daquela pessoa que te faz conseguir ouvir seu coração batendo -, esperando que o sentimento passe, esperando se sentir mais confortável com o passar dos dias até esquecer completamente o quanto está apaixonada; mas a cada dia aquilo vai tomando conta de você.
Antes o que chamava a sua atenção eram coisas que todo mundo via: o sorriso encantador, a altura, a forma como mexe no cabelo, o jeito de andar.
Até aí, tudo bem, mas preocupe-se quando começar a perceber coisas que ninguém mais nota: o jeito como a pessoa fica quando está constrangida, o movimento que faz com a cabeça quando acha algo engraçado mas não quer demonstrar, o jeito que te olha quando está tentando descobrir – ou encobrir –  algo.
Conhecer tão bem uma pessoa e não tê-la por perto é doloroso; pode ser necessário e até benéfico a longo prazo, mas é doloroso. Saber que esse alguém tem um outro alguém é difícil; faz o que seria convertido em choro se transformar em dor física, faz parecer que você passou horas levando uma surra daquelas.
Aquele alguém que antes era o motivo do seu coração bater tão rápido - como se fosse parar a qualquer minuto - se torna a razão pela qual você não consegue respirar com a simples ideia de perder

Ao final, o texto não tem ponto final nem vírgula justamente por estar inacabado.
Dá pra acreditar que ainda ia sair mais alguma coisa daí? Pois é, ia!
Graças a Deus, não lembro o que ia escrever mas fico feliz por algo ter interrompido o meu raciocínio.
Em fim, quem escreveu não fui eu; a autora disso foi minha melhor metade: Elayne. Isso, Elayne, me mate de vergonha.

Mudando drasticamente de assunto: lembram que falei que fui picada pelo aedes aegypti?
Todo mundo falou pra eu ficar tranquila, que o mosquito precisa estar infectado... Bla bla bla...?
Pois é, meus caros, o meu mosquitinho estava premiado. Se fosse o mosquitinho da "Forbes" que indicasse os próximos bilionários da década, ele passaria direto por mim. Mas como era o mosquito da dengue - E INFECTADO! - claro que ele tinha que me escolher. Está vendo? E eu dizendo que ninguém me quer...
"Mulher de pouca fé"... O mosquito me quis.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Elayne x Lay


Olá. Quero dizer que não é Elayne que escreve, apesar de eu estar usando as mãos dela.
Calma, calma, antes que algum religioso pense que isso é uma possessão demoníaca, algum policial pense que é um sequestro e algum psicólogo pense que se trata de "Transtorno dissociativo de identidade" (Deus abençoe a Wikipédia), eu explico:

Primeiramente, se o blog fosse de Elayne Santana, ela iria pedir autorização para referir-se sobre si na terceira pessoa, por outro lado, quem assina o blog sou eu: Lay Santana. Sendo assim, eu me refiro como bem entender.
"Lay" está em Elayne, mas "Elayne" não está em Lay.
Lay e Elayne são a mesma pessoa, mas Elayne é o conjunto, e eu sou uma parte dela.

Esta blogueira que vos fala é uma parte que apenas poucas pessoas que conhecem "Elayne" sabem que existe. Apenas as pessoas que ela gosta e se sente amplamente confortável conseguem ver o "lado Lay" de Elayne.
Já a "pessoa física Elayne" não dá as caras no blog. E conhecer Elayne é um "privilégio" - ou um azar - para as pessoas que mantém um contato maior do que apenas ler o blog.

Eu sou a diversão, a polêmica, a segurança, a sinceridade a toda prova. Sou eu que quem lê o blog conhece.
Elayne é a pessoa com problemas, com metas, com diversão, com polêmica, com segurança e insegurança, com sinceridade, ... E esta, bom, tenho até pena de quem conhece por completo, pois é muita complexidade em uma só pessoa.

As vezes Elayne quer escrever aqui. Eu começo a digitar e ela me pergunta, animada:
- Vamos falar hoje sobre meus amores?!
- Não. Se quer um diário, compre um caderno. Aqui eu falo sobre meus desamores.
- Vamos falar sobre como eu ainda espero encontrar a "metade da laranja"? - Ela insiste.
- Aqui eu falo sobre como 90% dos homens são cafajestes, não se iluda. Bitch, please.
- Então vamos falar sobre como sou ridiculamente romântica? - Quando ela me sugere tal coisa, penso que só pode ter perdido o juízo.
- Aqui só se fala sobre como estou descrente dos grandes amores, desista.
Bom, então vamos falar sobre "aquelas" inseguranças e sobre como fiquei chateada "naquelas" situações? - E isso lá é coisa que se fale em blog?
- Certo. - Brinco com ela.
- Sério? - Ela se anima.
- Sim, falarei sobre isso no dia que Mark Zuckerberg ficar pobre. Hahaha.

Já cansada de duelar, ela surge com uma ideia mais amena:
- Então vamos falar sobre como posso ser irritante, muitas vezes sem querer mas na grande maioria, querendo?
- Nada disso. Aqui eu mostro o quanto posso fazer piada, até sobre você. - Tento dar um fim.
- Ei! Eu sou "o todo", você que é parte de mim. - Revoltadinha, a garota.
- Bom, nisso você tem razão; mas se esquece que sou eu quem escreve o blog, não você.

No final, é isso. Agora sabem as diferenças entre ambas, mas talvez, nunca conheçam nós duas.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Faça o que digo, não o que faço

Mãe: Não mente menino! É feio!
Filho: Mas, por quê?!
Mãe: Pois se você mentir, o bicho papão te pega!


Nascemos com uma enorme capacidade de sermos extremamente sinceros. E crescemos em volta de um bando de adultos mentirosos - e hipócritas - que nos gritam que mentir é feio.
Por outro lado, quando somos crianças e demonstramos que não gostamos de alguma atitude ou de alguém, nos mandam mentir, fingir, para que não pensem que somos mal educados.

Há crianças que beiram o abismo da falta de educação quando estão sendo sinceras. Cabe aos pais ou responsáveis ensinar que dar uma opinião sincera não é o mesmo que ser grosseiro. Que a tia não deu o presente que a criança queria, mas nem por isso é necessário dizer: "Cuecas e meias?! Que porcaria de presente!"
O problema é que o vírus da mentira, depois que infecta um ser vivo, se prolifera de modo assustador.
Vira uma espécie de vício, inclusive.

Formam-se homens e mulheres que mentem e se orgulham disso, que se sentem mais fortes por vencer situações utilizando a mentira, trapaceando. Que preferem criar uma mentira atrás da outra para encobrir a anterior ao invés de dizer a verdade e aguentar as consequências de seus atos.

O que faz tudo isso virar uma bagunça sem fim é que a maioria das pessoas não está pronta para ouvir a verdade, simplesmente porque não estão acostumadas a falar a verdade.

Sabe aquela frase batida "Me magoe com a pior verdade, mas não me iluda com a melhor mentira"?
Até que ponto a pessoa que espalha esta frase entre parentes e amigos está realmente disposta a ser magoada ao invés de ser iludida?
Será que ela está disposta a ouvir, do amor de sua vida, que apesar de o relacionamento estar aparentemente bem, ele não a ama mais?
Ou um pai conservador ouvir da boca de seu filho que ele na verdade é homossexual, mas nem por isso um bandido, ou alguém de má índole?
Ou uma família que, não importando a renda que obtivesse, sempre fez de tudo para dar o melhor estudo possível a um filho que virou um usuário de drogas ou bandido?
Será que ficariam "aliviados" por estarem magoados, porém conscientes da verdade; ou será que apreciariam ter a ilusão de nunca ter sabido tais coisas?

"Verdade", coisinha complicada... A minha pode não ser a sua.
Mas, esperem, não somos nós que nos gabamos por sermos  os seres evoluídos e racionais que gostam de dialogar? Não achamos que ao menos 90% das coisas podem ser resolvidas em conversas civilizadas? Comecemos então dialogando verdades. Vamos dar para as crianças o presente de poderem crescer falando a verdade.


Em geral, a verdade dói. Dói ouvir, dói ainda mais acreditar no que foi ouvido, as vezes dói até mesmo quando é você que tem que dizê-la, mas depois, é certo: Faz um bem danado!



*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ôpa, "negro", não. MO-RE-NO.


Confesso que sou uma admiradora da cor negra. Tanto em relação a homens, quanto em relação a roupas.
Tenho um tom de pele claro, mas não sou branca, sou morena.
Claro que quem me conhece pessoalmente e está lendo isso, acabou de ter certeza que eu sou louca.
Esta sou eu, em 2010, no período das férias, muito prazer:



Por que não sou "branca"? Explico: Pois meu cabelo e meus olhos não são claros.
Para mim, é assim que funciona: 

Brancos: Cabelo claro, pele clara, olhos claros.
Morenos: Pele clara, cabelo escuro (não importa se liso ou não)
Índios: Pele parda, cabelo liso
Pardos: Pele parda, cabelos ondulados/encaracolados. 
Mulatos: Pele parda, cabelo crespo. 
Negros: Pele escura, cabelo crespo.
Porém considero pardos e mulatos apenas "vertentes" de negros, e não há nada de errado nisso.

É como eu penso: Na teoria eu sou morena. No dia-a-dia, sou considerada "branca".
Por exemplo: Sandra Bullock, quando citada em jornais e sites estrangeiros, é naturalmente chamada de "morena" porque não nasceu loura, simples assim.

Aqui no Brasil, chamar alguém de negro - ainda que sem o (ridículo) tom pejorativo - é considerado ofensivo; ainda está enraizada a ideia de que se intitular - ou intitular alguém - de "negro" é algo ruim, que remete a inferioridade e submissão, por isso, muitos não dizem: "Eu sou negro(a)".
Sendo assim, os BRANCOS são chamados de "alemães", os MORENOS são chamados de "brancos" - pois também muitos morenos não aceitam serem chamados como tal, juram que são brancos -, e os NEGROS são chamados de "morenos".

Os colonizadores escravagistas traficavam pessoas negras (e índios também) por os verem como "animais": seres sem alma que tinham grande força física e eram mão de obra barata.
Na África, tribos negras caçavam outras tribos para vendê-los como escravos aos brancos, mas não por verem seus "irmãos de cor" como animais ou inferiores; mas sim visando o lucro.
Para quem quiser saber mais sobre isso, eu indico MUITO o filme "Amistad", que se baseia em fatos totalmente verídicos.
Talvez a Princesa Isabel não soubesse que ao assinar a Lei Áurea em 1888, estava acabando com a escravatura, porém não com o preconceito por cor.
Após o fim da escravatura, alguns "Doutores" chegaram a afirmar que o Brasil seria um país só de brancos em, no máximo, 300 anos. Achei inclusive um link que fala sobre tudo isso:   O sonho racista de um povo branco.
(Pois é, bem, Lay também é cultura)
Quero uma pausa para dizer que estou muito feliz com a minha memória, pois essas informações eu absorvi no início da faculdade, ainda no primeiro semestre de 2008. O.O

O preconceito está presente de forma muito sutil e ao mesmo tempo muito latente em nossa nação nos dias atuais.
É aquela velha história: "Não tenho preconceito, mas prefiro que meus filhos se relacionem com pessoas de cor clara." Ou: "Sim, eu transo com você, mas não teria filhos com você."
E isso não parte só de "brancos" para negros, mas de negros para negros.
Já ouvi uma negra falando: "Não gosto de me relacionar com homens negros." Isso é muito triste. Ela renega no outro o que pode ser visto nela mesma.

Agora tem o puta chato do politicamente correto que diz que não é "negro", é "afro-descendente".
Você corre o risco de ser processado por dizer que gosta de chocolate preto. Tem que dizer que gosta de chocolate afro-descendente, meu bem.
Fala sério!! Dizer que eu tenho "células adiposas em maior quantidade" não vai mudar o fato de que eu sou gorda - e foda-se, é apenas um fato sobre mim, não um defeito. Assim como dizer que "a luz é a união de várias cores que ao entrarem na atmosfera se espalham e dão ao céu diferentes tons dependendo da angulação da terra em relação ao sol" não muda o fato de que o céu é azul!
Ainda lembro de uma vez - quando mais nova - me referi a uma vizinha, que é negra, como "morena". Ela respondeu prontamente: "'Morena' não. Eu sou negra!" Nossa, me bateu uma mistura de surpresa e orgulho por ela, ao ouvir aquilo.
Eu teria sim orgulho de bater na minha pele e dizer: "Tá vendo? Sou preta, não tenho motivo de vergonha. Tenho muito mais melanina, muito menos chance de ter câncer de pele!"
Como não tenho a pele escura, me contento em gritar para o mundo: OLHE PARA O MEU CABELO ULTRA CACHEADO E MORRA DE INVEJA. VOCÊ PODE ACHÁ-LO "RUIM"; EU ACHO LINDO!

INFELIZMENTE, no Brasil, ter cor clara ainda significa "status". Será por isso que a maioria dos nossos "ótimos" (ironia, muita ironia) governantes são "brancos"?

É um assunto que rende, não é mesmo?? Eu teria muito mais o que escrever (inclusive preconceito que EU sofri por ter a pele clara), mas acredito que faltaria paciência de vocês para passar a tarde lendo. Afinal, isso aqui é um blog, não um jornal.

Para finalizar quero "presenteá-los" com um vídeo:


Segurem-se. Voltei com minhas polêmicas.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Meu "homem ideal" é... Inteligente.


Para muitas mulheres o homem ideal é rico; para outras, o homem ideal tem que ter uma carreta no lugar do pênis; há ainda aquelas que se contentam com um cara lindo. OK. Meu homem ideal é inteligente, simples assim.

Porque os inteligentes?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Blog subestimado nosso de cada dia



Bom, esse blog está longe de ser popular, muito longe de me dar lucros, e ainda mais longe de fazer o "príncipe encantado" se encantar pelo que escrevo e sair de um buraco qualquer que exista no mundo só para me conhecer; MAS, eu confesso que subestimei esse blog.

Pra mim, blog sempre foi o seguinte: Pessoas que moram longe tendo acesso ao que eu escrevo.
Olhando as estatísticas do blog - tanto através do próprio Blogger quanto pelas estatísticas do Google Analytics e do SiteMeter - há pessoas que me visitam do Brasil (óbvio), dos Estados Unidos, Espanha, Portugal, Itália, Angola, Suécia, Holanda, e por aí vai. Claro que eu fico feliz com isso. Afinal, não foi a toa que eu coloquei a caixinha de tradução de idioma aí na barra lateral.
Entretanto, nunca me surpreendi com a visita de estrangeiros; apesar de eu não divulgar o blog por todos os cantos da internet.
É que eu sempre imaginei que meu blog estivesse no limbo da internet - afinal, ele é mais um em meio a milhares - e que nos passeios pela internet, os estrangeiros achassem o blog por acaso, lessem algo e "tchau".

Como falei, eu não divulgo muito o meu blog pela blogosfera. Não faço o uso de "comentários a qualquer custo", ou seja: eu não saio por aí copiando e colando o mesmo comentário em vários blogs com o típico:
 "Nossa, que postagem interessante, você escreve muito bem, tudo aqui é lindo. Adorei o seu blog, me visita! http://..."
Eu entro em blogs, leio o conteúdo, se eu gostar do blog, passo a seguir; e comento apenas em posts com os quais eu me sinto confortável e queira deixar opiniões sobre o tema. Não espalho o meu link. Gosto que a pessoa se sinta confortável em retribuir a visita ou não.

Porém, semanas atrás fiquei surpresa ao saber que uma vizinha visita o meu blog, E GOSTA (olá, Renata!). O irmão dessa vizinha, idem (olá, Thiago!). Segunda-feira fiquei super surpresa ao encontrar a coordenadora do meu curso de Turismo - que eu não via desde março - e ela me dizer: "Eu leio o seu blog, viu? De vez em quando eu entro nele e dou umas boas risadas. Sempre gostei muito do seu jeito de escrever."

Vocês não podem imaginar a minha surpresa, pois apesar de eu compartilhar as postagens no Facebook, nunca acreditei que pessoas que me conhecem pessoalmente se interessariam em ler o que eu escrevo. Aí me pergunto, sou louca por pensar assim?

Talvez, no final das contas, eu esteja simplesmente subestimando a mim mesma.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Bullying ou "Como destruir a autoconfiança de uma pessoa"



Post hoje é longuinho, mas vale a pena, já aviso.
Se você está na página individual da postagem, ela aparecerá completa; mas se está na "Home" do blog, eu dividi a postagem em duas partes. Então, se não estiver cansado após ler a primeira parte, clique no "continue lendo este post" ali embaixo, para ler a parte final.

“Bullying” é um termo em inglês que quer dizer basicamente "intimidação", o ato de coagir alguém que aparenta ser “mais fraco” de alguma forma.
Pra mim, há uma diferença entre piada e bullying, e essa onda que surge do "politicamente correto" é um puta saco.
A piada uma coisa que é feita uma vez, duas vezes, depois passa. A pessoa alvo da piada não tem traumas com isso, não se sente um lixo, nem intimidada - apesar de não gostar de ter sido o alvo. Piada sempre ofende alguém de alguma forma, e é essa a parte graçada, mas não quer dizer que a pessoa vai ter danos.
Já o bullying é uma coisa constante, que acontece com o único objetivo de fazer a pessoa se sentir mal, inferior,  e  esta se torna o motivo de chacota permanente de uma pessoa ou grupo e isto tem consequências emocionais, psicológicas e, algumas vezes, físicas.

Quem nunca sofreu bullying que NÃO ATIRE a primeira pedra.
Entre os 14 e os 16 anos eu sofri o tão "famoso" bullying no colégio.
Todos sabem que nestes casos, mesmo que esteja morrendo por dentro, quanto mais descontentamento você deixar transparecer, pior a situação fica.
Eu SEMPRE fui muito tranquila, com um círculo de amizades limitado (por opção minha), mas quando se está no colégio, com aquele bando de babacas que se acham os donos do mundo, sempre surge um apelido aqui... outro ali... “Ah, mas a pessoa que debocha de mim é meu ‘amigo’, né? Então dá para aguentar.”

Mas aí seu “amigo” tem outros amigos que o veem debochando de você, te pegando para Judas, e pronto, acabou-se sua paz.
O fato de ser negro, gordo, usar óculos, aparelho, ter cabelo crespo, ou ser gay - ou qualquer coisa que não se encaixe em padrões imbecis - deixa de passar despercebido e se torna o seu pior defeito.

Eu sempre fui gorda - não gorda ao ponto de chamar todas as atenções para mim - mas era o suficiente para que um grupo de 4 ou 5 alunos me insultassem constantemente; e não só no intervalo do colégio, mas também na saída dele, enquanto eu voltava a pé para casa - com meu amigo gay - e tinha que passar por esse grupo de meninos. Na grandessíssima maioria das vezes eu e meu amigo tentávamos ignorar.

De modo geral, salvo raras exceções - vamos ser francos - , professores não fazem nada a respeito. Portanto, para que providências de fato sejam tomadas é preciso que o aluno demonstre estar MUITO mal com a situação. Mas veja bem, para que a pessoa se sinta muito mal com a situação, a ponto de expor, é necessário que os abusos já venham ocorrendo há um bom tempo e com níveis absurdos de desrespeito. E muitas vezes a pessoa não fala porque ela já passa tanta vergonha sendo massacrada que não quer que mais ninguém saiba disso.

Os agressores não são vistos como agressores, mas sim como os caras mais engraçados da sala/colégio.
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