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sábado, 3 de agosto de 2013

Mesmo que mude



O telefone tocou. Um número que não constava na agenda, porém era vagamente familiar, apareceu na tela. Ela atendeu.
— Alô?
— Alô, quem é? – Aquela voz... Não era a primeira vez que ela a ouvia.
— Eu que pergunto: Quem é?
— Sou eu – ele esperou um pouco antes de dar o golpe –, Pedro.
Ela silenciou por alguns poucos segundos enquanto euforia, ansiedade, expectativa, saudade e medo tomavam conta de todo o seu corpo e ondas intensas de adrenalina inundavam o seu sangue.
— Não pode ser...! Pedro? Pedro?! É mesmo você?!
— Sim, sou eu.
— Você é louco – ela ficou sem saber se ria, se sentia surpresa, se lhe dava uma bronca ou se dançava a Macarena pelo quarto. – Você é louco!
— Eu sei disso.
— Tá tudo bem? O que aconteceu?! Você tá bem? – ela pensou em mil e um motivos pra ter recebido aquele telefonema, nenhum era lá muito bom.
— Sim, eu tô bem.
— Seis meses sem termos nenhum contato... e eu acreditava que jamais teríamos novamente. Pedro, o que houve?
— SEIS MESES... Parece que foi ontem, né?
— Não. Na verdade, pra mim pareceram seis meses. Agora diz o que aconteceu pra você me ligar depois de todos esses meses.
— Na verdade, já faz tempo que eu queria te ligar.
Ela não esperava por isso. Ela ainda pensava nele, ainda sentia saudade, mas não admitia isso pra ninguém. De qualquer modo, ninguém se importaria. O que ela não esperava é que ele também pensasse, que também sentisse saudade e muito menos que um dia ele admitiria isso, ainda que em outras palavras.
— E por que esperou os seis meses?
— Não tem motivo específico. Mas eu sabia que, depois daquilo, o próximo passo tinha que ser meu.
— Você tem certeza que quer isso?
— Se quero isso... O quê?
Ela parou um pouco pra pensar, o cérebro trabalhava a mil por hora lembrando de tudo. Lembrou como se conheceram, e como ela foi boba e desesperada, e como ele foi frio, e como o distanciamento se abateu inúmeras vezes, e como houve a decepção e por fim lembrou sobre como ela passou mal por quatro dias inteiros.
— Essa... reaproximação – ela sabia o que queria dizer, mas as palavras ficavam entaladas. – Você tem certeza que quer isso?
— Sim, eu tenho certeza.
— É que, você sabe... O nosso histórico não é muito bom. Se eu fosse você, eu fugiria de mim.
— Eu não quero isso.
— Eu mudei, Pedro – e grande parte da motivação dessa mudança foi ele. Ela se tornou um bicho arredio e amedrontado que adotou a indiferença e a agressividade para se defender. Não queria mais criar vínculos com ninguém, não queria mais expor o que sentia. Ela já tinha aprendido a lição. – E eu tô com medo que tudo aconteça de novo. Eu sou um gato escaldado e tenho medo de água fria.
— Então esse é o segundo “adeus”?
Não... Definitivamente aquele não era o segundo adeus. Ela não queria que fosse. E sentiu o coração ficar pequenininho diante da ideia de uma nova despedida.
— Não é bem assim... Eu só... Não sei como agir, entende?
— Então deixa fluir. Deixa ver no que dá.

E ela seguiu o conselho, deixou aquela conversa continuar enquanto notava a clara falta de costume que ela sentia após tantos meses de ausência. Ela sabia que precisavam reaprender a lidar um com o outro. Ela estava confusa e não sabia muito bem como agir com ele, muito provavelmente ele também estava tentando entender a nova pessoa que ela era (ou ao menos, que aparentava ser). Ela queria que ele se aproximasse, mas tinha medo de deixa-lo se aproximar novamente. Ela queria que eles voltassem a se conhecer, mas tinha medo das consequências dessa intimidade. Ela queria que ele continuasse a surpreendê-la positivamente, mas tinha medo de não saber o que viria. Ela queria tantas coisas, mas o medo a fazia conter a expectativa enquanto seu lado sonhador tentava se agarrar à esperança de que talvez um novo adeus não voltasse a ser necessário.


Ela vai mudar.
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou.
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou.
Pelo jeito não descarta uma nova paixão,
mas espera que ele ligue a qualquer hora,
só pra conversar
e perguntar se é tarde pra ligar;
dizer que pensou nela
e estava com saudade,
mesmo sem ter esquecido o que passou.

Ele vai mudar.
Escolher um jeito novo de dizer "alô".
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
e que aprenda a esquecer sua velha paixão.
Mas evita ir até o telefone para conversar
pois é muito tarde pra ligar.

Mesmo que mude - Bidê ou balde


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Elayne x Lay


Olá. Quero dizer que não é Elayne que escreve, apesar de eu estar usando as mãos dela.
Calma, calma, antes que algum religioso pense que isso é uma possessão demoníaca, algum policial pense que é um sequestro e algum psicólogo pense que se trata de "Transtorno dissociativo de identidade" (Deus abençoe a Wikipédia), eu explico:

Primeiramente, se o blog fosse de Elayne Santana, ela iria pedir autorização para referir-se sobre si na terceira pessoa, por outro lado, quem assina o blog sou eu: Lay Santana. Sendo assim, eu me refiro como bem entender.
"Lay" está em Elayne, mas "Elayne" não está em Lay.
Lay e Elayne são a mesma pessoa, mas Elayne é o conjunto, e eu sou uma parte dela.

Esta blogueira que vos fala é uma parte que apenas poucas pessoas que conhecem "Elayne" sabem que existe. Apenas as pessoas que ela gosta e se sente amplamente confortável conseguem ver o "lado Lay" de Elayne.
Já a "pessoa física Elayne" não dá as caras no blog. E conhecer Elayne é um "privilégio" - ou um azar - para as pessoas que mantém um contato maior do que apenas ler o blog.

Eu sou a diversão, a polêmica, a segurança, a sinceridade a toda prova. Sou eu que quem lê o blog conhece.
Elayne é a pessoa com problemas, com metas, com diversão, com polêmica, com segurança e insegurança, com sinceridade, ... E esta, bom, tenho até pena de quem conhece por completo, pois é muita complexidade em uma só pessoa.

As vezes Elayne quer escrever aqui. Eu começo a digitar e ela me pergunta, animada:
- Vamos falar hoje sobre meus amores?!
- Não. Se quer um diário, compre um caderno. Aqui eu falo sobre meus desamores.
- Vamos falar sobre como eu ainda espero encontrar a "metade da laranja"? - Ela insiste.
- Aqui eu falo sobre como 90% dos homens são cafajestes, não se iluda. Bitch, please.
- Então vamos falar sobre como sou ridiculamente romântica? - Quando ela me sugere tal coisa, penso que só pode ter perdido o juízo.
- Aqui só se fala sobre como estou descrente dos grandes amores, desista.
Bom, então vamos falar sobre "aquelas" inseguranças e sobre como fiquei chateada "naquelas" situações? - E isso lá é coisa que se fale em blog?
- Certo. - Brinco com ela.
- Sério? - Ela se anima.
- Sim, falarei sobre isso no dia que Mark Zuckerberg ficar pobre. Hahaha.

Já cansada de duelar, ela surge com uma ideia mais amena:
- Então vamos falar sobre como posso ser irritante, muitas vezes sem querer mas na grande maioria, querendo?
- Nada disso. Aqui eu mostro o quanto posso fazer piada, até sobre você. - Tento dar um fim.
- Ei! Eu sou "o todo", você que é parte de mim. - Revoltadinha, a garota.
- Bom, nisso você tem razão; mas se esquece que sou eu quem escreve o blog, não você.

No final, é isso. Agora sabem as diferenças entre ambas, mas talvez, nunca conheçam nós duas.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Rivalidade e futebol: Discutir vale a pena?


Antes de qualquer coisa: Ricky deixou comentário informando que minhas atualizações não têm aparecido no painel do blogger; fico "feliz" em saber que o problema no blogger não é só na minha conta. Eu sigo muitos blogs, mas no meu painel, muitas vezes, só aparecem as atualizações de uns 3 ou 4. Ah, pra quem me segue mas não recebe minhas atualizações pelo painel: Clica ali na barra lateral para "Curtir" no Facebook, ou inscreva-se no feed para receber as postagens no seu e-mail.
Agora vamos ao que interessa!

Eu sou muito tranquila quanto a jogos, principalmente sobre futebol. Não sou "fanática" pois encaro o esporte como algo que tem que me divertir, me entreter; e esse negócio de ser tão cega de amor por um time, ao ponto de não pensar duas vezes antes de entrar numa briga - seja por agressão física ou verbal - é a maior babaquice.
Claro que eu vibro, grito gol, xingo a TV, mas só. Sim, eu conheço as regras e sei o que é um impedimento; não sou daquelas tontas que só assistem o jogo porque "é meu namorado o verdadeiro torcedor", não eu.

Vamos ao ponto:
Aqui em Pernambuco há os três maiores times: Náutico, Santa Cruz e Sport (é pra esse que eu torço).
Em 2011 o Sport teve a chance de ganhar o hexa estadual, mas perdeu para o Santa Cruz.
Claro que fui motivo de piada entre os amigos torcedores dos times rivais, mas nem ligo; jogo, caso alguém não saiba, é assim: Um dia você ganha, no outro pode perder e no outro ganha de novo.

Meu pai torce para o Santa Cruz, e num desses momentos em que é legal tirar sarro da cara do torcedor contrário, ele começou a falar com um amigo, torcedor do Sport, logo após o Sport ter perdido o estadual:

- Cadê o hexa do Sport?
- Mas o Sport é penta!
- Isso é passado! Falo do presente. No presente o Sport perdeu pra o Santa. E aí? Tem o que pra dizer?

Pobre do rapaz, que não soube o que dizer.
Eu ouvi o diálogo, mas não me meti e não foi por falta de resposta. Eu poderia ter dito simplesmente:

- Ok. Pai, não quer falar do passado? Vamos falar do presente: Meu time NUNCA caiu para a série C; mas e quanto ao seu time? Como anda a expectativa pra a SÉRIE D? Sorte o campeonato não ir até a "Série Z", ou então o seu time aprenderia todas as letras do alfabeto.

Sim, eu sei, seria um "fatality". Pena eu achar discussão sobre futebol idiotice.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"Quando o seu pai chegar..." bela bosta!

Mães, de modo geral, sempre soltam as famosas "frases de mãe". Frases que só elas podem usar e que acabam virando argots na boca desses seres.
Tem a famosa "Vem comer, menino!" e também a "Quando você tiver filhos, você vai me entender".
Eu, geralmente, não tenho nada contra as frases de mãe, acho até que essas frases é o que dão para uma mãe o ar de mãe; mas tem uma frase que me pega de jeito, uma frase que cada vez que é falada por uma mãe, faz eu eu pensar: Dou 6 meses pra ela perceber o terrível erro que cometeu.
Sabe qual é? Quem acertar não vai ser dedurado para o pai!
Sim, não há frase pior no mundo do que "Quando o seu pai chegar, eu vou contar".


A mãe diz isso pra a criança e não para mais de repetir essa frase ao longo da vida daquele ser em desenvolvimento.
Num primeiro momento - enquanto o filho é criança - até que funciona bem, pois ele faz uma traquinagem, a mãe solta a frase de efeito e "pimba", o pestinha vira um anjinho; PORÉM, não vai demorar muito até que a criança entenda que enquanto o pai não chega em casa, ela está livre pra fazer o que quiser, que o pai tem a autoridade, a mãe não.


Mães, futuras mães, por favor, NUNCA digam para seus pestinhas que "Quando o seu pai chegar..." pois cada vez que uma mãe dissesse isso, devia subir uma plaquinha com os dizeres: "Parabéns, você acaba de perder a credibilidade com o seu filho."

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Encalhada?! Eu?

"Zé Povinho" se incomoda com tudo: Se você namora e o namoro acaba e você namora outro, pronto, você é uma vadia. Se você não namora ninguém, é encalhada - ou lésbica, claro.
Conversa corriqueira que pessoas - que não têm nada a ver com minha vida - puxam comigo:

- E namorado, Lay? Já tem?
- Não...
- Mas por quê?
- Ah, ainda não encontrei.
- Por quê?
- ...










Pausa para respirar fundo e me controlar pra não responder:
- Porque ainda falta eu olhar no seu c*. Beleza? 






Sou mal humorada? Sou nada! Só que me irrito com esse tipo de coisa.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Rafinha Bastos, Wanessa Camargo e o bambu, ops, o bebê


Esse assunto surgiu no final de setembro/início de outubro após uma matéria com Wanessa ser exibida no CQC. Tas saiu com um: "Que bonitinha a Wanessa grávida". Rafinha completa com: "Tá mesmo. Eu comeria ela e o bebê, tô nem aí."
Posso falar francamente? Eu assisti o programa nesse dia e confesso que ri. Não vi grandes coisas não. Que foi uma frase desnecessária, foi; mas já que foi dita, não vi como uma ofensa tremenda para que houvesse todo esse barulho.

Rafinha costuma pegar pesado nas piadas? SIM.
Mas não foi o caso dessa.
Ele chamar Daniella Albuquerque de "cadela" e "burra" por ela não saber que onde os lutadores de MMA lutam  se chama octógono e também por ela não saber pronunciar "octógono", isso sim foi pesado. Ele dizer que mulheres feias têm de se sentir agradecidas por serem estupradas, isso foi pesado.

Opinião pessoal: Marcus Buaiz - marido de Wanessa - é sócio e amigo de Ronaldo Pesado Fenômeno - que é o principal garoto propaganda da Claro, que por sua vez é uma das empresas que o CQC anuncia. Acontece que o CQC é o programa líder em faturamento na Band. Pelo que li por aí, para um comercialzinho de 30 segundos ir ao ar, custa média de R$150mil; um merchandising vai de R$250mil a R$2,5milhões.
Marco Luque, que também fica na bancada do CQC, acabou virando garoto propaganda da Claro graças a ajuda de Ronaldo - que tem por sócio Marcus Buaiz.
Após a piada de Rafinha, Ronaldo e Marcus ameaçaram tirar os anunciantes do CQC. Marco Luque se pronunciou e em nota pública, disse:
“Sobre a piada feita pelo Rafinha Bastos, no Programa CQC que foi ao ar no dia 19 de setembro, eu, como pai, entendo e apoio a revolta e a indignação do Marcus Buaiz, um homem que conheço e respeito. Se fizessem uma piada com este contexto sobre a minha família, certamente ficaria ofendido. Com certeza uma piada idiota e de muito mau gosto.”
Estão acompanhando o raciocínio? Acontece que é mais cômodo o CQC perder Rafinha do que perder a Claro a seus milhões. E é mais fácil para Marco Luque esclarecer para a Claro (e para Ronaldo e Marcus Buaiz) que ele é contra a piada de Rafinha do que perder o contrato.
Em fim, isso é só uma hipótese que eu formei a partir de várias notícias que saíram nos meios de comunicação, óbvio; mas que faz sentido, faz. Não estou criticando o fato de Rafinha ter sido afastado, o que critico - não é bem uma crítica, é uma observação - é o fato dele ter sido afastado apenas depois desse episódio em específico, já que durante o tempo que ele apresenta o CQC já disse coisas mais pesadas e nada aconteceu.
Ah, ele está suspenso do CQC, mas, as vinhetas de merchandising com ele ainda são exibidas... Interessante, né?
No balanço final: O CQC vai ser mais prejudicado por não ter Rafinha, do que Rafinha será prejudicado por não ter o CQC.
Quanto a Wanessa, ele podia ter ficado calado. Mas eu achei engraçado sim, não vou ser hipócrita e mentir.


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.
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