Mostrando postagens com marcador Antigo blog. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antigo blog. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Floresta Amazônica ou Deserto do Saara?

Post do antigo blog (23/09/2008):

É bem verdade que muita gente passa longe da "Gilette", ou das ceras e afins, mas deixar os pelos se acumularem embaixo do braço ou "lá" - sem falar das pernas - não é muito agradável, sem falar também que não é muito bonito para quem olha, mas há quem goste de "ursinhas".

Não sei se alguém já ouviu falar mas, em outros países, rola uma tal de "depilação brasileira" - que  aqui Brasil é conhecida apenas como "depilação" - que consiste em deixar tudo, prestem bem atenção, eu disse TUDO, lisinho. "Moita" zero. O deserto do Saara, praticamente.
Mas pense bem, à primeira vista, imaginando a cena de uma pessoa sem pelos algum só me vem um bebê à memória. Um bebezinho correndo pelado pela areia da praia.

Por outro lado, eu adoro bebês... ;)
Aos desavisados: Pedofilia é crime! Se você sente atração sexual por crianças, por favor, procure tratamento psiquiátrico.
Voltando ao assunto: Tem também o estilo Hitler ou bigodinho - que "susto", han? - que é menos trabalhoso do que tirar tudo, mas que também não deixa de ser uma opção.

Para deixar tudo em ordem, vamos aos métodos mais conhecidos: Tem a cera (que pode ser quente ou fria) - e pra mim a única diferença entre elas é que uma é quente e a outra é fria, e sim, eu pensei nisso sozinha - que tira os pêlos pela raiz e isso faz com que eles demorem mais para crescer, porém é muito dolorido. Só para lembrar: MUITO dolorido. Por outro lado, deixa um resultado incrível!

E a mais antiga - porém não menos importante -, lâmina de barbear, que é rápida e indolor entretanto faz com que tudo por onde a lâmina passe, depois de um certo tempo, coce. Oh yeah baby, põe coceira nisso. Sem contar que há o risco das malditas bolinhas pela irritação da pele.

Nem vou comentar sobre a pinça, meu amigo. Se você é uma pessoa louca ao ponto de tirar mais do que a sobrancelha com pinça, é melhor dar uma olhada no significado da palavra masoquismo.
Em fim, sendo por um método ou por outro, mesmo que só apare, o importante é não deixar virar uma floresta, por dois motivos simples: 

Primeiro: Higiene. 
Pelos em demasia numa zona naturalmente úmida e - para piorar tudo - suada, é nojento. Não dá para "tampar" as glândulas sudoríparas, mas dá para aliviar o peso do matinho.
Segundo: Trauma.
Agora imagine alguém dando de cara com SUA zona peluda, naturalmente úmida e suada? É para traumatizar qualquer um.



De onde veio a ideia para este post horrendo? Explico: Tudo se deu depois de eu ter visto uma foto de Cláudia Ohana nua, que foi tirada há muito tempo atrás para um ensaio da Playboy.
Sinceramente, a "ursinha" dela faz o peito de Tony Ramos parecer que sofre de calvície.
Sem mais.



*Imagem: Google Images 

domingo, 4 de dezembro de 2011

Todo mundo tem um medo

Do antigo blog (08/07/2009):

Não adianta fugir dos nossos temores, do que nos aflige. Simplesmente não adianta.
O medo não é desculpa pra não enfrentar uma situação.
Só se sabe o que teria acontecido em determinada situação quando ela acontece.
Tudo na vida é um risco, a própria é um risco; a diferença é que uns calculam os riscos que estão dispostos a correr, outros não.
André Comte-Sponville escreveu em seu Pequeno Tratado das Grandes Virtudes que “Coragem não é a ausência do medo, é a capacidade de superá-lo, quando ele existe, por uma vontade mais forte e mais generosa.”

Devemos enfrentar os nossos medos, antes que eles resolvam nos enfrentar e, eventualmente, nos peguem desprevinidos.

Ainda lembro quando resolvi enfrentar um dos meus maiores medos: Altura.
Estava num parque de diversões e resolvi ir num brinquedo chamado Discovery, ele deixa todo mundo de cabeça pra baixo girando há uns 20 metros de altura, prendendo-nos apenas pelos ferros da cadeira.
Esperei com os amigos durante uma hora na fila, e quando chegou a minha vez eu tremia, suava, pensei em desistir, mas como já estava lá...

Chegou a hora de enfrentar o meu medo e como o que não me mata me fortalece, lá fui eu: sentei na cadeira, o monitor baixou a primeira trava de segurança. Depois passa o monitor e diz: "Vai ser baixada a segunda trava de segurança, depois que essa for fechada, não dá mais pra desistir."
Fiquei calada mesmo com vontade de gritar "SOCORRO!"; eu estava disposta a enfrentar mesmo.
Ele fechou a segunda trava, e aí sim o desespero veio à tona: Eu chorava feito uma louca, as lágrimas caiam sem eu nem perceber. Uma, duas, três de uma vez.

Quando o brinquedo começou a girar gritei desde "Socorro! Eu vou desmaiar!" até "Eu quero a minha mãe!".
Ao final, com o rosto ensopado de suor e lágrimas, tremendo, ligeiramente sem sentir as pernas - e ainda com medo de altura -, percebi que havia valido a pena, valeu a experiência, a sensação de ter encarado.

Pra muitos um medo é um segredo, pra outros é uma verdade, pra outros, uma mentira; pra uns é algo que aconteceu, já para outros, algo que pode nunca acontecer.
A forma de enfrentar esses medos cabe a cada um decidir, mas uma coisa é certa: é preciso.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Meu mico, mico meu

Do antigo blog (04/08/2008):

Eu sou do tipo de pessoa que vive pagando micos. Sempre rio das minhas tragédias - que são cômicas justamente por serem trágicas. Quem nunca deu um "tchauzinho" para um "conhecido" que na realidade nunca viu na vida? Quem nunca falou aquela frase de efeito que fez todo mundo parar de falar só para prestar atenção em você?
Eu não sou diferente, porém sou muito pior. Eu sou o desastre personificado.

Já abri escala no meio da rua, quando escorreguei na lama. E a dor depois? Meu Deus, nesse dia agradeci por não ser homem.
Após uma amiga que contar uma piada dentro de um ônibus, eu falei: - Que piada sem graça, devia ser de loira. - Claro que falei sem perceber que havia uma loira sentada no banco da frente.
Já dei chilique por confundir palavras ditas numa frase.
Já andei por aí com o zíper da calça aberto até um estranho qualquer fazer a caridade de me avisar; e isso acontece de vez em quando até os dias atuais.

Claro que a famosa situação "tropeço de salto alto" não podia faltar. Se fosse uma modalidade esportiva eu ganharia medalha de ouro nessas olimpíadas. Por isso, sapato de salto apenas em ocasiões especialíssimas.
Mas ruim, ruim mesmo, foi quando me deu crise de riso na hora do vestibular. Nossa, vi a hora ser expulsa. Sorte que consegui me controlar rapidamente; mas ainda nessa mesma situação achei que meu nariz estava sangrando: tenho sinusite e o ar condicionado estava de matar. Meu nariz doía muito e eu ficava o tempo todo passando a mão pra ver se realmente estava sangrando, terrível!

Outros micos bem mais vergonhosos já rolaram, mas é melhor não espalhar ainda mais. kkkkk
---------------

Atualizando: Esta segunda, pela manhã, foi meu primeiro dia de caminhada, que beleza, han?
O problema é que "no meio do caminho havia um buraco, havia um buraco no meio do caminho". Claro que eu não vi - mas todos os motoristas que passavam na BR 101 viram - e levei um belo tombo com direito a: Torção no pé direito, arranhões no joelho esquerdo, mal jeito na virilha direita e arranhões nas duas mãos; tudo isso em câmera lenta (é, eu não caí de vez, fui caindo no chão por partes) mais ou menos como essa tia:

Tô me sentindo um cachorro atropelado (malditos motoristas imprudentes!) e até o monstro do Dr. Frankenstein conseguiria ganhar de mim numa corrida.
Ou seja: Estou de molho por pelo menos uma semana.

domingo, 6 de novembro de 2011

"Ei! Você aí! Me dá um dinheiro aí!"

Mais um post do antigo blog (06/04/2009):

Hoje vi uma cena na qual eu não queria acreditar. Senta, que lá vem história:

Saio da faculdade e pego o ônibus lotado para recarregar a passagem. Então vou eu, cansada, com fome, com sono, com preguiça; maravilha, han? Chego lá, enfrento uma fila gigantesca - sim, a fila estava dobrando a esquina - num sol escaldante; finalmente entro naquela porra e quase morro desidratada de tanto calor. Quase uma hora em pé, pela graça de Deus sou atendida, saio (com muito sacrifício, imprensada no meio do "futun" do povo suado) e vou caminhando até a parada do ônibus, compro um copo de água mineral para refrescar o calor, ...

PAUSA

Até aí vocês devem estar dizendo: tô lendo essa bosta à toa Cadê a parte interessante, Lay?

ESPEEEERA...

... Compro um copo de água mineral pra refrescar o calor, um ônibus chega (não era o meu), e um bate-boca entre os vendedores ambulantes começa. Fiquei parada, sem entender. Entre muitos "Meu irmão, ninguém aqui comprou a cidade, não!", "Você tá me ameçando?!" e "Todo mundo aqui é pai de família!", consegui finalmente desvendar o motivo da briga, explico:

Um deles tinha oferecido seus produtos para um dos passageiros do ônibus, que aceitou uma água mineral (R$ 1,00); enquanto o primeiro ambulante foi pegar a água, o outro vendedor veio depois e fez o mesmo, o passageiro comprou a água do segundo ambulante, criando assim toda a confusão. Quando me dei conta do motivo da briga deu até vontade de tirar um real a carteira e dar para o primeiro ambulante só para ele calar a boca.

Meu Deus, que país é esse?! Que mundo cão é esse?!
Tô abismada até agora, juro.
Ah, dez minutos depois saí de lá e a discussão continuava, porém agora do outro lado da rua.
Junta tudo: a falta de estudo o suficiente, com a falta de oportunidade, com o estresse, com o mundo capitalista no qual vivemos e tanto gostamos (sem hipocrisias agora, beleza?).

Caramba, hoje perdi cinco reais e nem por isso quis sair dando voadora em ninguém.
Então, só espero que eles tenham sorte com as vendas e que há uma hora dessa já tenham parado de discutir.


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pelo diploma de jornalismo

Toda a minha revolta postada no antigo blog (03/07/2009) quando aprovaram a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo:



E se você está favorável a esse ABSURDO que é a não obrigatoriedade do diploma e não está afim de saber opiniões contrárias, clica no X.

O que isso quer dizer? Qualquer um pode se dizer jornalista.
E tudo isso por quê? A constituição de 1988 dá o direito de livre expressão.

Mas meu Deus, eu tenho um blog, ou escrevo um texto, mas isso quer dizer que eu estou totalmente abalizada a dizer que sou uma jornalista?
O jornalista ele faz mais do que expressar a sua opinião, até porque isso no mundo jornalístico tem que ser usado criteriosamente, o jornalista não pode simplesmente jogar sua opinião para que as pessoas engulam, ele tem que pesquisar diversas fontes, saber do que está falando, construir diversas linhas de pensamento, construir uma pauta, um texto, seja lá o que for para que O LEITOR forme sua PRÓPRIA opinião em cima e determinado assunto. Nunca um jornalista começaria uma de suas publicações com o uso do que escrevi no primeiro parágrafo.

Concordo que há muitos "jornalistas" que assim são chamados pelos seus diversos anos de carreira, muitas vezes carreira brilhante que foi construída pouco a pouco; e esse POR NÃO TER A OPORTUNIDADE DE ESTUDAR se enfurnava numa redação como estagiário, entregando papel de mesa em mesa, para ir aprendendo aos poucos através da observação.
Mas pelo amor de Deus, isso já passou, estamos em outros tempos.

Claro que todos temos direito de expressão, senão eu não estaria aqui achando patética a decisão daqueles canalhas do STF que , em sua grande maioria, mal sabem soletrar ou dizer o que significa uma hipérbole.
O motivo de eu estar usando o meu direito de expressão - que em momento algum me torna uma jornalista por ser blogueira -, é que zapeando pela TV vi levantarem essa discussão, e claro, com toda a razão, a jornalista defendia a obrigatoriedade, aí vem um Zé Mané dizendo: "Eu não tenho diploma e apresento um programa de esportes".

Só digo para ele uma coisa: Vai estudar para aprender a criar argumentos, meu filho!
Para ler um TelePronter eu chamo a Maísa (sim, a do Sílvio), qualquer criança alfabetizada o faz; vai dizer que ele assiste todos os jogos de todos os esportes que ele comenta? Faça-me o favor!
Para aquela informação ter chegado no TP daquele babaca, aconteceram algumas coisas: um jornalista de verdade, com argumentos e capacidade e conhecimento em esportes, foi atrás de todas as informações para o senhor "soujornalistapoisapresentoumprograma" ler.

Aí, com base na Constituição - que quase representante político nenhum segue - que está mais que gagá para os tempos atuais, eles vêm desprestigiar toda uma categoria de profissionais.
Agora mais e mais pessoas "perderam" (conhecimento nunca é perda de tempo) 4 anos de suas vidas estudando por amor à uma profissão que não precisa de curso superior? Seria mais fácil ter ficado em casa, na internet, criando perfis fakes nas redes sociais e atormentando as pessoas, seria mais economico para os bolsos dos discentes.

E agora? O que fazer com todos os "canudos" dos jornalistas que se esforçaram para se formar?
Vou dar uma sugestão de onde os senhores ministros podem enfiá-los.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

"Filtro Solar!: 'A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo'."

Mais um post do antigo blog (04/04/2009), esse texto SEMPRE vale a pena.
Essa é a tradução do texto "Wear Sunscreen" ou "Usem filtro solar", foi escrito por  Mary Schmich e publicada no Chicago Tribune como uma coluna do jornal, em 1997.
Leia com a narração de Pedro Bial, produzida em 2003. Ou então não leia, apenas ouça. Clique no play:






"Senhoras e senhores,

Filtro solar!
Nunca deixem de usar o filtro solar.
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro, seria esta: usem o filtro solar!
Os benefícios, a longo prazo, do uso de Filtro Solar estão provados e comprovados pela ciência, já o resto de meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria experiência.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês:

Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece...
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas pode crer que daqui a vinte anos você vai evocar as suas fotos, e perceber de um jeito que você nem desconfia hoje em dia, quantas, tantas alternativas se escancaravam a sua frente, e como você realmente estava com tudo em cima.

Você não está gordo, ou gorda...
Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade em sua vida tendem a vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça-feira ociosa.

Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo de verdade.
Cante.
Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.
Use fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima, às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo.
Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofensas (se conseguir isso, me ensine).
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.
Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois, o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles quando não funcionarem mais.

Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.

Faça o que fizer não se auto congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre 50% das chances de dar certo.
É assim para todo mundo.

Desfrute de seu corpo, use-o de toda maneira que puder, mesmo!
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o seu mais incrível instrumento que você possuirá.

Dance.
Mesmo que não tenha aonde além de seu próprio quarto.
Leia as instruções mesmo que  não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza, elas só vão fazer você se achar feio.
Saiba entender seus pais. 
Você não sabe a falta que você vai sentir deles quando eles forem embora pra valer.

Seja legal com seus irmãos. Eles são seu melhor vínculo com o passado e aqueles que, no futuro, provavelmente nunca deixarão você na mão. 
Entenda que amigos vão e vem, mas que há um punhado deles, preciosos, que você tem que guardar com carinho.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que você conheceu quando jovem.

More em Nova York, mas mude-se antes que a cidade transforme você
numa pessoa dura.
More no Norte da Califórnia uma vez,  mas mude-se antes de tornar-se uma pessoa muito mole.
Viaje.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços sempre vão subir, os políticos são mulherengos, você também vai envelhecer.
E quando envelhecer, você vai fantasiar, que quando era jovem, os preços eram razoáveis,
os políticos eram decentes, e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos!

Não espere apoio de ninguém.
Talvez você tenha uma boa aposentadoria.
Talvez tenha um cônjuge rico.
Mas não esqueça que um dos dois de repente pode acabar.

Não mexa demais nos cabelos se não quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.
Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos mas seja paciente com elas.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Dar conselhos é uma forma de resgatar o passado da lata do lixo,
limpá-lo, esconder as partes feias e reciclá-lo por um preço muito maior do que realmente vale.

Mas acredite em mim quando eu falo do filtro solar."

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O SUS e eu

Aos poucos vou passar os "melhores" posts do blog antigo pra cá. Esse eu escrevi no dia 19/06/2009:



Bem, hoje o dia não começou bom:
Eu tava numa calçada aqui na rua, mas a sandália escorregou e quando eu fui colocar o pé pra me apoiar tinha um ferro fincado no chão e esse ferro levou uma pedaço da minha unha do dedão esquerdo, então eu tentei me apoiar com o pé direito, mas é desnivelado, aí eu torci o pé direito e caí e ralei o joelho esquerdo.
Legal, ?

Bom, logo a princípio - apesar da imensa dor no pé - levantei e vim pra casa me lavar por que o chão estava com lama, nem me importei que tivessem visto e rido; pois tropeçar, cair, bater, enganchar e afins já é algo que faz parte da minha rotina, se eu não sou desastrada, então não sou eu.
Mas aí o meu pé começou a inchar e a doer num ponto de eu não conseguir andar direito. Comecei a chorar achando que podia ter quebrado.

Lá vou eu falar com o meu pai pra me levar à um hospital, ele diz que leva, mas então lá vem ele e o meu irmão encher o meu saco dizendo que eu tinha torcido o pé por causa do meu peso, fala sério, eu tenho espelho, sei que sou gorda, mas com todas as circunstâncias eu teria me espantado era se não tivesse torcido.
Como meu pai estava atrasado pra o trabalho e há um "suposto" hospital/maternidade que funciona "perfeitamente" e atende pelo S.U.S perto da minha casa, ele me deixou lá, e não me levou pra um hospital do plano.

Entrei pela parte da Emergência, ok.
Dei meus dados:
- Nome?
Elayne.
- Endereço?
- x x x x x x
- Idade?
- 19
RG?
- Aqui.
- O atendimento necessário?
- É pra ver se eu quebrei o pé.
- Tá, mas só tem uma coisa...
- Hã.
- É que não tem ortopedista nem máquina de Raio-X, só tem o clínico geral.
- ¬¬' E agora? (vou te socar filha da puta!)
- E agora... Que vai nele mesmo que ele dá uma olhada.

Assinei um papel e ouvi um: Entre ali e aguarde.
Hã???!!! Essa porra porcaria não é a emergência??? Ah, é! Esqueci que  ao léu do SUS, ó céus!
Esperei uns 30 minutos até que o médico chegasse; quando ele chegou começaram a entrar as pessoas que estavam na fila de espera, 10 minutos depois fui atendida, até que foi rápido.

Falei para o médico bostinha que teve preguiça de se especializar sobre a situação e aí ele diz que eu não quebrei, senão além do inchaço também haveria sangue preso; dei graças a Deus, senão, àquela altura meu pé já estaria bom para a amputação.

Ele anotou umas coisas lá num papel, e me deu.
E eu lá sabia o que fazer com aquilo? Então saí com o papel na mão para o lado de fora da sala de espera da emergência (que patético: uma sala de espera para os paciêntes no setor da emergência) e aí lá vem um cara:

- Já tomou a injeção?
- O.O Não...

Mas por acaso alguém me avisou que eu tinha que tomar?
Ao que me pareceu, para os funcionários mostrarem serviço, todo mundo antes de sair dali tinha que tomar uma injeção.
Lá fui eu pra o lugar de medicação tomar a injeção. Dei o papel com letras indecifráveis para o que eu penso ser uma enfermeira. Ela olhou, pegou uma seringa, uma agulha, um frasquinho de remédio, colocou uns 5ml na seringa.
Mas espera, que injeção era aquela? Poderia até ser veneno e eu morreria sem nem saber a causa.

- É injeção pra que? Para dor?
- É.
- É na bunda viu, ""?
- Ah, legal...

Claro, tudo o que eu queria era mostrar a minha bunda numa manhã de sexta para uma desconhecida que me chama de "". Mas aí ela foi generosa e só aplicou bem ali, onde fica o pneu (de trator no meu caso).

- Espere 20 minutos, viu?
- Tá.

Mas para que? Em fim, esperei 15 e vim embora.
Meu pé ainda tá doendo pra caramba, mas tudo bem.
O que mais me espanta é que por aqui o atendimento daquele lugar é considerado bom.
Mas agora entendi que é porque comparam o atendimento de lá com o dos grandes hospitais emergênciais do centro do Recife.

Esse país precisa de dignidade.
Tudo bem que pra morrer, pra morrer você não precisa de dignidade, você simplesmente morre e pronto, morrer não é uma coisa digna, pois até o mais indigno morre um dia.
Mas pra viver sim, se precisa de dignidade pra mostrar que você vale alguma coisa, que seus esforços durante a vida foram honestos e não foram vãos, mas o que é que esses políticos fazem?
Qual ser humano se sente valorizado com uma coisa dessas?

Odeio os políticos pois eles não fazem política, fazem politicagem.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...