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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

O cara legal e a Friendzone



Sabe aquele cara que é apaixonado pela amiga e ela diz o bom e velho "só te vejo como amigo"? E aí ele comenta com todos os amigos dele - com lágrimas nos olhos e voz trêmula - que ela não o quer ele pois ele é um cara legal? Comenta ainda que se ele fosse um cafajeste ela daria uma chance?
Claro que você sabe. Todos nós sabemos.
Mas, o que é "um cara legal"? O que faz o "cara legal" não conquistar a garota que ele quer? Afinal, todas as garotas querem um "cara legal", certo? Ou não?
As respostas para estas perguntas você não vai encontrar no Globo Repórter, mas encontrará aqui! Se prepare para levar uma surra de bunda realidade.

Na verdade, muitos "auto-proclamados" caras legais - sim, ninguém diz ao cara que ele é legal, mas ele se intitula "um cara legal" - na verdade é apenas um chato de galocha. É isso aí, lide com isso.
Sabe como eles agem? Não? Pois eu sei: Geralmente são inseguros. É, isso aí. Inseguros. Qualquer outro amigo da garota é uma potencial ameaça e ele faz questão de deixar isso claro para a garota enquanto demonstra toda a fragilidade e falta de auto-estima que possui. Criam "DRs" que não existem e que não cabem no contexto. Vão tirar satisfações das quais não possuem direito. Enchem o saco. Sim, ENCHEM O SACO. Aí depois dizem por aí "mas eu gosto tanto dela, eu faria tudo por ela, e eu já deixei isso bem claro." Na maioria das vezes o "cara legal" só foi um chato que perdeu mais tempo tentando controlar a moça e pensando em como afugentar possíveis pretendentes da pobre coitada do que propriamente mostrando os atributos que ele possui, se mostrando interessante. E aí, claro que acaba entrando na friendzone (veja aqui 13 sinais de que você está na zona da amizade).
Agora, me diga você, querido cara legal que me lê - eu espero que você realmente seja legal, e não do tipo que se auto-declara um cara legal: FICARIA COM UMA GAROTA ASSIM? Eu também sei a resposta disso: NÃO! E como eu sei? Eu já fui uma auto-proclamada "garota legal", senhoras e senhores. Mas Jesus me curou (hahah) e hoje eu sei que eu só era louca e tinha baixa estima e pouco amor próprio.

Claro que você pode, DE FATO, ser um cara legal e ainda assim ela não te querer. Pode não haver afinidade. Pode não haver interesse. Pode não haver "química". Sim, tudo isso é possível, pois nós ainda vivemos no mundo real, certo? Pessoas podem simplesmente não combinar.
Mas o que eu tenho para dizer aos "pseudo caras legais" que me leem é: Aprenda a ser legal de verdade. Tenha mais auto-confiança. Demonstre o quanto gosta da companhia dela, ainda que passem poucos instantes juntos. Descubra gostos em comum e explore todos eles. Esqueça que o Fábio Jr., o Han Solo e o Brad Pitt existem e aja como se você fosse o único macho alfa da face da Terra - atenção: Isso não significa agir como um imbecil, mas sim mostrar sua masculinidade e usar o seu poder de sedução NELA, e APENAS PARA ELA. Procure saber o que ela gosta no sexo oposto e veja se você se encaixa. Tente criar mais intimidade e veja se ela se sente confortável e se a conversa flui naturalmente, se não fica parecendo "forçado". Á propósito: saiba levar uma conversa - vocês não tem noção do quanto é importante uma garota notar que você sente prazer legítimo em bater papo com ela. Seja engraçado. Seja inteligente. Desperte o interesse dela em você; pois mesmo que vocês não se falem todos os dias, quando se falarem, vai ser bom, vai ser interessante, vai ter gosto de "quero mais", e no meio da semana ela ainda vai lembrar e rir da conversa que teve com você. E deixe que, junto com os seus esforços, o tempo se encarregue do resto. E se ainda assim não funcionar? Força, soldado. Amanhã é outro dia.



segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Anne Frank me entenderia




Comecei a ler "O Diário de Anne Frank" há algumas semanas. Estou realmente degustando o livro, enquanto sinto um misto de medo de chegar à última página. Creio que nunca me identifiquei tanto com alguém que realmente existiu. Ela era muitas em uma só. E o fato de ela ser uma garota de personalidade forte não a fazia indestrutível. Não anulava o fato de que ela sentia carência, solidão, vontade de um abraço. E, na falta de outrem, ela se agarrava em si mesma.

"... Algumas vezes acho que Deus está querendo me testar agora e no futuro. Vou ter de me tornar uma boa pessoa por conta própria, sem ninguém para me servir de modelo ou me aconselhar, mas no final isso vai me tornar mais forte.
Quem mais, além de mim, vai ler estas cartas? Com quem mais, além de mim, posso procurar conforto? Estou sempre precisando de consolo, costumo me sentir fraca, e com frequência deixo de atender às minhas expectativas. Sei disso, e todos os dias resolvo ser melhor.
...
Não sou mais o bebê e a queridinha mimada que provocava risos com tudo o que fazia. Tenho minhas próprias ideias, meus planos e ideais, mas ainda não consigo verbalizá-los.
Pois é. Tanta coisa me passa pela cabeça à noite, quando estou sozinha, ou durante o dia quando sou obrigada a estar perto de gente que não suporto ou que invariavelmente interpreta mal as minhas intenções! É por isso que sempre termino voltando ao meu diário — começo nele e termino nele porque Kitty [nome do diário de Anne] é sempre paciente. Prometo a ela que, a despeito de tudo, vou em frente, que vou encontrar o meu caminho e refrear as lágrimas. Só gostaria de ver alguns resultados ou, pelo menos uma vez, receber encorajamento de alguém que me ama."

Anne Frank - 30 de outubro de 1943

Ah, Anne... Vem aqui, me dá um abraço.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

sábado, 3 de agosto de 2013

Mesmo que mude



O telefone tocou. Um número que não constava na agenda, porém era vagamente familiar, apareceu na tela. Ela atendeu.
— Alô?
— Alô, quem é? – Aquela voz... Não era a primeira vez que ela a ouvia.
— Eu que pergunto: Quem é?
— Sou eu – ele esperou um pouco antes de dar o golpe –, Pedro.
Ela silenciou por alguns poucos segundos enquanto euforia, ansiedade, expectativa, saudade e medo tomavam conta de todo o seu corpo e ondas intensas de adrenalina inundavam o seu sangue.
— Não pode ser...! Pedro? Pedro?! É mesmo você?!
— Sim, sou eu.
— Você é louco – ela ficou sem saber se ria, se sentia surpresa, se lhe dava uma bronca ou se dançava a Macarena pelo quarto. – Você é louco!
— Eu sei disso.
— Tá tudo bem? O que aconteceu?! Você tá bem? – ela pensou em mil e um motivos pra ter recebido aquele telefonema, nenhum era lá muito bom.
— Sim, eu tô bem.
— Seis meses sem termos nenhum contato... e eu acreditava que jamais teríamos novamente. Pedro, o que houve?
— SEIS MESES... Parece que foi ontem, né?
— Não. Na verdade, pra mim pareceram seis meses. Agora diz o que aconteceu pra você me ligar depois de todos esses meses.
— Na verdade, já faz tempo que eu queria te ligar.
Ela não esperava por isso. Ela ainda pensava nele, ainda sentia saudade, mas não admitia isso pra ninguém. De qualquer modo, ninguém se importaria. O que ela não esperava é que ele também pensasse, que também sentisse saudade e muito menos que um dia ele admitiria isso, ainda que em outras palavras.
— E por que esperou os seis meses?
— Não tem motivo específico. Mas eu sabia que, depois daquilo, o próximo passo tinha que ser meu.
— Você tem certeza que quer isso?
— Se quero isso... O quê?
Ela parou um pouco pra pensar, o cérebro trabalhava a mil por hora lembrando de tudo. Lembrou como se conheceram, e como ela foi boba e desesperada, e como ele foi frio, e como o distanciamento se abateu inúmeras vezes, e como houve a decepção e por fim lembrou sobre como ela passou mal por quatro dias inteiros.
— Essa... reaproximação – ela sabia o que queria dizer, mas as palavras ficavam entaladas. – Você tem certeza que quer isso?
— Sim, eu tenho certeza.
— É que, você sabe... O nosso histórico não é muito bom. Se eu fosse você, eu fugiria de mim.
— Eu não quero isso.
— Eu mudei, Pedro – e grande parte da motivação dessa mudança foi ele. Ela se tornou um bicho arredio e amedrontado que adotou a indiferença e a agressividade para se defender. Não queria mais criar vínculos com ninguém, não queria mais expor o que sentia. Ela já tinha aprendido a lição. – E eu tô com medo que tudo aconteça de novo. Eu sou um gato escaldado e tenho medo de água fria.
— Então esse é o segundo “adeus”?
Não... Definitivamente aquele não era o segundo adeus. Ela não queria que fosse. E sentiu o coração ficar pequenininho diante da ideia de uma nova despedida.
— Não é bem assim... Eu só... Não sei como agir, entende?
— Então deixa fluir. Deixa ver no que dá.

E ela seguiu o conselho, deixou aquela conversa continuar enquanto notava a clara falta de costume que ela sentia após tantos meses de ausência. Ela sabia que precisavam reaprender a lidar um com o outro. Ela estava confusa e não sabia muito bem como agir com ele, muito provavelmente ele também estava tentando entender a nova pessoa que ela era (ou ao menos, que aparentava ser). Ela queria que ele se aproximasse, mas tinha medo de deixa-lo se aproximar novamente. Ela queria que eles voltassem a se conhecer, mas tinha medo das consequências dessa intimidade. Ela queria que ele continuasse a surpreendê-la positivamente, mas tinha medo de não saber o que viria. Ela queria tantas coisas, mas o medo a fazia conter a expectativa enquanto seu lado sonhador tentava se agarrar à esperança de que talvez um novo adeus não voltasse a ser necessário.


Ela vai mudar.
Vai gostar de coisas que ele nunca imaginou.
Vai ficar feliz de ver que ele também mudou.
Pelo jeito não descarta uma nova paixão,
mas espera que ele ligue a qualquer hora,
só pra conversar
e perguntar se é tarde pra ligar;
dizer que pensou nela
e estava com saudade,
mesmo sem ter esquecido o que passou.

Ele vai mudar.
Escolher um jeito novo de dizer "alô".
Vai ter medo de que um dia ela vá mudar
e que aprenda a esquecer sua velha paixão.
Mas evita ir até o telefone para conversar
pois é muito tarde pra ligar.

Mesmo que mude - Bidê ou balde


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cafajeste também ama



Acreditem ou não, conheço os maiores cafajestes do mundo.
Claro que isso abriu muito os meus olhos desde a infância mas, até então, eles estavam no meu círculo familiar.
A gente vai crescendo, e os cafas começam a surgir naturalmente em nossas vidas. De um modo muito curioso, sou do tipo que se torna SUPER amiga dos cafajestes. Levo papo de "brow" mesmo. Mas quando tem a ver com se envolver, atraio os bonzinhos (o que não significa que sejam lerdos, veja bem).
Acontece que, no meio desses seres curiosos que são os cafajestes, conheci um acima da média.
Vou confessar que não acreditava que o danado tivesse um coração. Ao longo de muitas conversas, risadas e histórias engraçadas, fui formando a ideia de que ele só queria passar o rodo em todas as mulheres do mundo e nada mais. Eu não estava enganada, mas isso não era tudo: Ele já havia me dito que se apaixonou uma vez na vida. Acreditei meio desacreditando, sabe? E não levei o assunto mais a fundo. Até que essa semana, no meio de mais uma de nossas conversas informais, ele disse que sexo bom é sexo com quem a gente gosta.
Pensamento interessante vindo de um cafajeste, não acha?
Comecei a puxar o fio da meada. Quis saber mais sobre a heroína que fez com que um dia ele se apaixonasse. Ele explicou que ela foi uma das várias ex-namoradas dele - o que nunca impediu que alguma levasse chifres - e que não faz ideia dos motivos que o levaram a se apaixonar por ela, e eu confesso que achei isso demais. Perguntei se caso ela quisesse voltar a namorar ele aceitaria. Prontamente ele disse que sim. Completei com um "Você ainda é apaixonado por ela." e foi aí que ele disse as palavras que eu JAMAIS pensei que ouviria de um cafajeste: "Acho que por ela, sempre vou ser." Contou sobre a história deles. Sobre como namoraram, sobre como ele - apesar de apaixonado - não conseguiu ser fiel, sobre como ela descobriu as traições, sobre como ele continua tentando entrar em contato com ela depois de anos - ainda que ela não queira e tenha sumido da vida dele.
Eu sei que ele é cafajeste, mas vocês têm noção do quanto esse ser subiu no meu conceito? Não por já ter se apaixonado, mas por não ter vergonha de admitir isso, por não ter vergonha de dizer que ainda está atrás dela (apesar de que, eu, no lugar dela, não voltaria pra ele).
AMO quando essas confissões totalmente inesperadas acontecem. E depois de ter ouvido ele dizer isso, só pude dizer "Eu queria que algum dia alguém se apaixonasse por mim assim como você é apaixonado por ela, ao ponto de dizer que sempre vai ser. Foi lindo descobrir que você tem um coração."

Eu só queria dizer que é deliciosamente maravilhoso descobrir novos lados de uma pessoa, ser surpreendida. E, como eu sei que você está lendo, esse post é pra você. ;)

*Fonte da Imagem: Google Images

terça-feira, 2 de abril de 2013

Fórmula pra atrair atenção




Quer atrair a atenção alheia?

Esteja mal, desgraça atrai um monte de olhares; mas, principalmente, esteja bem: Sorria. Não se importe com julgamentos alheios. Tenha poucos E BONS amigos. Viaje. Sorria mais um pouco. Tenha seus amores, ou desamores, e lide com eles com bravura. PERDOE. Se estiver sozinha, viva de modo como se não houvesse melhor companhia do que você mesmo; afinal, não deveria haver. Vá aos lugares que te fazem bem, e sem isso de "só vou se 'fulano' for"; há vários fulanos pra conhecer. NÃO CONTE SUAS CONQUISTAS PRA O MUNDO INTEIRO (estar bem atrai atenção, e inveja). Não precisa ser - ou se sentir - uma "Barbie" sempre, mas sinta-se bonita sem que seja necessário surgirem ocasiões que te obriguem a se produzir. E não ache que "fórmulas disso e daquilo" (inclusive essa) serão a solução pra todos os problemas da sua vida, então, enfrente-os.
Enfim: Pessoas bem resolvidas conquistam olhares.



*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

sábado, 30 de março de 2013

"Pateticidade"




O "aleatório" do meu player tocou aquela música, aquela que você adorava e que quando ouço sempre lembro de ti, e sei que o contrário também se aplica. A propósito, me desculpe por provavelmente ter estragado ela pra você.
Eu sempre pulava pra outra música quando ela começava, mas hoje - por algum motivo que não sei dizer - deixei que ela tocasse até o final. E me dei conta, sem precisar do Facebook pra lembrar, que hoje é o seu aniversário.
Lembrei que há um ano eu estava te dando os parabéns por vinte e tantos anos de chatice. Esse ano você nem sequer saberá que eu lembrei. Mas você está vivo, e provavelmente sendo feliz. Lembro que te pedi pra ser feliz - e pra me esquecer -, então cumpra.
O pior - ou melhor - de tudo, é que você não vai ler isso e quase nenhum dos meus contatos vai entender essa minha nostalgia.
E agora tô eu aqui, no auge da pateticidade, pensando em como seria legal se você não fosse um idiota e eu pudesse te dizer pessoalmente o quanto espero que você tenha muitos anos de vida, que você vire um velho idiota. E pra foder tudo de vez, nem sei se a palavra "pateticidade" existe.

Originalmente escrito no Facebook, em uma madrugada qualquer de fevereiro.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Homens são de Marte e mulheres ainda não decidiram de onde são




Claro que há diferenças drásticas entre o funcionamento dos cérebros masculino e feminino.
É algo inclusive bastante interessante de se observar.
Homens levam tudo ao pé da letra, já nós passamos horas e horas analisando as mensagens subliminares contidas nas frases mais simples.
PS: Se a frase foi dita por um homem, não existe conteúdo subliminar, colega. É simplesmente aquilo que ele disse e ponto final.
Já nós, mulheres, deixamos as coisas por dizer e esperamos que o cara compreenda tudo o que poderia ter sido dito mas não foi.
PS: Não funciona com homens. Seja direta! Filosofar com homem é uma perda de tempo GIGANTESCA.

Vou dar dois exemplos reais:

Primeiro exemplo: Eu estava numa conversa com um rapaz, pela internet, acompanhem.

Eu: Já começou "tal coisa"?
Ele: Não.
Eu: Não começou? Mas que absurdo... Olha, me faz um favor? Olha aí e me diz se ainda apareço online.
Ele: Não.
Eu: Não começou, não vai fazer o favor ou não apareço online?

A resposta que obtive a seguir foi uma gargalhada. Mas, ué, pra mim um simples "não" foi algo extremamente vago.

Segundo exemplo: Meu pai e a ida ao supermercado.


Pai: Vou ao supermercado.
Mãe: Certo, compra "isso e aquilo" e peixe.
Pai: Tá.

Uma hora depois meu pai volta e começamos a desempacotar as coisas. E nada da sacola do peixe.
Mãe: Cadê o peixe?
Pai: Tá ali - diz enquanto aponta para as três latas de sardinha recém compradas.


Deu pra notar BEM a diferença, certo?
Tem também aquilo: Mulheres falam ao telefone enquanto se maquiam e dão uma olhada no que está passando na TV.
Já homens não conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo. Falar ao telefone enquanto um cachorro late a 100 metros de distância é algo fora de cogitação. O lema masculino é basicamente "não trabalhamos com multidisciplinaridade."

Mulheres - nem sou feminista nem machista nem whatever mas, cara... -, nossos cérebros são demais de bons (e demais de loucos). E apesar de homem ser muito - MUITO bom - da TPM, de fazer xixi sentada, dos sentimentalismos, e etc, eu não gostaria de trocar de sexo por nada.


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Humor afrodescendente



Uma coisa que me irrita, me deixa louca da vida, é o tal do "politicamente correto".
Confundem ter bom senso e ser respeitoso com ser imbecil, um chato de galocha.
Um dos meus melhores amigos é "viado". Sim. O chamo de VI-A-DO.
"E ele?" você se pergunta. Ele não se importa! Ele é meu amor, meu viado amor.
Não pensem que ele me chama de "docinho de coco" não.
Pensam que isso é desrespeito? Eu encaro como carinho.
Há um contexto e uma intimidade entre nós que permite esse tipo de linguagem, onde ambos sabemos que a última coisa que queremos é nos magoar.

Você acha mesmo que um negão delícia vai querer ser chamado de "afrodescendente do sexo masculino, de grande estatura, com massa corporal bem distribuída"?
Uma amiga da minha mãe olhou pra as minha brancas pernas e fez cara de nojo (NOJO!) enquanto dizia "meu Deus. Como você é branca..." Isso me afetou. Afetou de um modo como nunca me senti desrespeitada ao ser chama de "lesma", "copo de leite", "alvejada com cloro", "mandioca descascada" - e por aí vai -, pelos meus amigos.
Não é o que se diz: é COMO se diz. É o contexto, é a entonação, é a ideia que se quer passar.

Várias obras do Monteiro Lobato estão sendo censuradas pelo MEC por ter conteúdo racista. Parece brincadeira, mas não é. E tudo isso por trechos extremamente bestas e curtos que eu não considero ter teor racista. Trechos escritos por uma pessoa que nasceu no século 19 e vivia uma realidade totalmente diferente da nossa. Uma coisa que passa pela minha cabeça é que o pobre homem está sendo injustamente acusado de racismo por ter nascido branco e descrito pessoas de pele escura como "pretas" em suas obras. Mas espera: Preto... Negro... Vê alguma diferença na definição das duas palavras?
Certeza que o MEC só não censurou os trechos do saci-pererê por achar que a intenção de Monteiro foi cumprir a cota para deficientes. (Opa, olha meu humor afrodescendente aí.) 
Hoje dividimos em branco, caucasiano, amarelo, índio, pardo, negro. Pra que tudo isso, eu não sei, mas dividimos. Ok, é a realidade atual, mas não era em "mil oitocentos e lá vai fumaça."
Será que se os mesmos trechos escritos por Monteiro Lobato (branco) tivessem sido escritos por Machado de Assis (negro/ preto/ pardo/ afrodescendente/ mulato/ 30 minutos depois...) este também seria condenado por racismo?


Acredito mesmo que a grande maioria desses "defensores" pensam, em coisas com "humor negro", mas admitir, jamais. Afinal, tudo virou humor afrodescendente.
A gente quer dizer uma coisa simples e tem que dizer medindo palavras pra os idiotas não pensarem que você é a reencarnação de Hitler.
Lógico que eu não sou a favor do desrespeito, dos maus tratos, do preconceito. Mas o que fazer, se tudo o que sai da sua boca pode e SERÁ usado contra você?
O que fazer se achei graça nas piadas feitas sobre Eliza Samúdio, Carlos Matsunaga e até de Rafinha Bastos dizendo que comeria Wanessa e o bebê?

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

domingo, 23 de setembro de 2012

Pelo direito de chorar enquanto lê

Nesse último mês e meio minha vida foi extremamente agitada pelo capeta e tive motivos suficientes que poderiam fazer a maioria das pessoas caírem em prantos. O mais curioso é que não consegui derramar sequer uma lágrima - nada, nadinha - por nenhum dos acontecimentos desagradáveis. Entenda bem: Não é que eu não quisesse chorar, eu simplesmente não consegui! - apesar do atual aperto no peito me fazer ter a certeza de que preciso fazer isso em algum momento para lavar a alma de todos os acontecimentos que me deixaram agoniada.
Talvez não chorar seja minha forma inconsciente de dizer pra a vida: "Olha aqui, sua vadiazinha, você não tem sido nada gentil comigo. Quer saber? Também não vou te dar o gostinho de lágrimas."

Aí você pensa: Mas é quase uma rocha!
Sou uma rocha até ter um livro tocante em mãos.
Me deixo guiar mesmo pela emoção. Nos livros até a desgraça tem um certo encanto - que não está presente na vida real - que faz você partilhar das agruras do personagem.
O problema, pra mim, não é chorar com algo que na maioria das vezes não aconteceu; o problema mesmo é não poder chorar em paz pois as pessoas não entendem como você pode estar chorando pela dor ou morte de um personagem amado, afinal "é tudo de mentirinha"; ou como você consegue se tornar amiga da moça ou querer se casar com o rapaz ao ponto de chorar pelos planos que eles fizeram e deram errado. Ou chorar - e esse choro é doloroso, hein? - pelo final de uma saga.


É péssimo ter que ficar encolhidinha no fundo do ônibus pra que não vejam que uma ou outra lágrima teima em cair mesmo que você esteja se esforçando pra conter a Itaipu que está se formando nos olhos.
Ou pior: Não poder chorar em casa (poxa!) enquanto lê, pois sabe que sua família não vai entender e simplesmente ficará assustada. Isso acontece as vezes comigo, e recebo uns olhares de "eu heim??" da minha mãe, e olhares de "meu Deus, o que aconteceu?!" do meu pai. Se eu visse meu filho ou filha chorando com um livro nas mãos, iria até ele, daria um abraço forte e diria simplesmente "Eu sei, querido... Mas ainda existem novas linhas e novos livros pela frente."

O que eu posso fazer se choro? A culpa não é minha, sociedade, mas sim da pessoa que escreveu o texto de modo tocante. Pessoas que conseguem escrever palavras que tocam possuem um dom, pessoas que se deixam tocar por essas palavras, também; afinal, já nos fechamos tanto pra outras coisas, tentamos ignorar tanto as nossas dores da vida real (ó eu aqui!) que não apreciar a leitura rindo - quando ela é engraçada - ou chorando - quando é triste - é se limitar demais.
Por isso só quero casar se for vestida de princesa Leia com alguém que tenha o dom para a escrita: Poder acordar de madrugada e ver que ele está no computador, levantar de pontinha de pé e dar um abraço por trás apoiando o queixo no ombro dele enquanto o observo digitar palavras que tocarão o coração de alguém.
Todos sabem que ser escritor é um dom, mas poucos sabem que ser um leitor, também.

PS: Adora ler? Faz uma visita ao grupo Livrólatras no Facebook


*Imagem do Google Images. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Nem às paredes confesso


Eu estava lendo o post "Quem não tem segredo?" no blog do Rick, e por vários dias não consegui parar de pensar nos meus; não "segredos quaisquer", mas aqueles que realmente fazem a diferença em mim.
Peguei papel e caneta. O que eu considero "meus segredos"?
O que tenho pra contar sobre mim quando eu estiver com meu "príncipe", o merecedor de todas as minhas confissões?


Comecei a fazer tópicos e a escrever, uma por uma, as coisas que estão guardadas lá no fundo da minha mente, que aconteceram no meu passado e que estão bem vivas no meu presente.
Algumas delas jamais foram ditas em voz alta, talvez nunca sejam, e fiquem ecoando na minha cabeça pelo resto da minha vida. Não considero um fardo grande, afinal eu mesma esqueço delas, as vezes.
Minha surpresa foi enorme ao notar que, de tópico em tópico, de segredo em segredo, consegui preencher uma folha grande de caderno, frente e verso.
Foi uma tarefa interessante. Revivi muitas coisas e lembrei de outras tantas que eu nunca deveria esquecer. É um exercício que eu recomendo.

Você tem segredos, não tem? Todos temos. Mas até que me saio muito bem ao manter aqueles que  são inconfessáveis.
Sei manter os segredos de outras pessoas também. Afinal, as vezes tudo o que precisamos é que alguém nos escute e nos dê uma consideração sobre o que foi falado. E o mais engraçado é que, felizmente, com o tempo, eu acabo esquecendo dos segredos que me contam. No caso, não precisam me matar após me contarem algo.

PS: Não, né? Claro que eu não ia contar segredos aqui.


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.




sábado, 21 de julho de 2012

Vou casar

Sim, eu vou casar, aliás, eu  casei.
Antes de explicar como isso aconteceu, quero dizer que você também devia se casar, e não importa se já tem um marido ou uma esposa.
Bom, quando se fala em "casamento", no que você pensa?
Provavelmente pensa em comprometimento; pensa em amor, em respeito, em intimidade; certo?
Desde sempre - quase que inconscientemente - nos comprometemos a respeitar nossos pais, a não sabotar nossos amigos, a não abandonar nosso bicho de estimação, a ser fiel ao namorado. E assim, vamos "casando" com esses seres ao longo da vida.

"Eu (…) prometo ser-te fiel,
amar-te e respeitar-te,
na alegria e na tristeza,
na saúde e na doença,
todos os dias da nossa vida..."

Mas o casamento no qual eu entrei, e que eu proponho a você também, é o seguinte: Case-se consigo mesmo.
Comprometa-se a se amar - com suas qualidades e defeitos -, comprometa-se a respeitar os seus limites, a se aceitar e se achar sexy mesmo com aqueles quilos a mais ou aqueles fios de cabelo a menos. Comprometa-se a ficar do seu lado, estando em boa situação financeira ou não, estando com ótima saúde ou não; prometa pra si que não vai se abandonar, que será mais tolerante consigo, que irá melhorar seus pontos fracos para poder ser mais feliz. Prometa que irá acordar com um sorriso mesmo quando for uma segunda-feira cinzenta e a sua cara estiver toda amassada; prometa rir de si mesmo quando você estiver se achando chato. Jure que será fiel aos seus valores, que não irá se boicotar, que irá se estimular a ir além. Permita-se tentar compreender suas limitações e a sentir TUDO de bom e de ruim que suas atitudes podem proporcionar e APRENDA com isso.

Você quer alguém que te prometa amor, respeito, consideração? EU TAMBÉM! Mas primeiro temos que ter isso por nós mesmos.
Você quer um namorado que te ame, te proteja, te respeite; mas você não se ama, não se protege e se sabota. Entende a contradição?
Ao ser egoísta a pessoa nem ama a si mesmo nem ama as outras pessoas. Porém, ao ter amor próprio, você se ama de tal forma que entende que se você não é perfeito (mas ainda assim merece amor) por que as outras pessoas precisam ser "perfeitas" para serem merecedoras da felicidade? Você entende que você merece ser respeitado por suas dificuldades e defeitos; e terceiros também.
Você entende que você pode E DEVE melhorar seus pontos fracos; e por que as outras pessoas não teriam uma segunda chance?

Case-se consigo, e viva em paz pelo resto da sua vida.

PS: Queridos rapazes, que por ventura ficaram tristes com o título do post, eu AINDA estou solteira. ;D

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Depende da interpretação

Eu estava no banho, apreciando o som que vinha do rádio - sem ser atrapalhado por nenhum ruído que uma casa com mais pessoas teria.
De repente começou a tocar uma música que eu gosto, composta por Lobão e interpretada na voz do próprio, de nome "Me chama". Essa música é conhecida na voz dele e na de Marina Lima, apesar de ter sido regravada por muitos. Particularmente, prefiro na voz dela.
Me apeguei a aquele início da música e então notei algo que nunca tinha notado tão a fundo: A diferença na interpretação entre Marina e Lobão.
A versão que eu ouvi na voz do lobão foi a do Acústico MTV. Mas ainda assim, na versão original dos anos 80 é possível perceber, até certo ponto, o que eu vou falar.

Pra começar, a letra da música é a seguinte:

Me Chama

Chove lá fora e aqui tá tanto frio.
Me dá vontade de saber; aonde está você?
Me telefona... Me Chama! Me Chama! Me Chama...

Nem sempre se vê lágrima no escuro.
Lágrima no escuro, lágrima...

Tá tudo cinza sem você... Tá tão vazio...
E a noite fica sem porque...

Aonde está você?
Me telefona... Me Chama! Me Chama! Me Chama...

Nem sempre se vê mágica no absurdo.
Mágica no absurdo; mágica!...
Nem sempre se vê lágrima no escuro.
Lágrima no escuro, lágrima!...






A interpretação dele é visceral. Ele começa - de um modo meio indignado - a cantar que a pessoa não está com ele, mesmo sob as tais circunstâncias de tudo parecer frio e vazio, parecendo achar isso uma traição.
Em seguida, pede de forma pacífica para que a pessoa diga onde se encontra, que lhe dê atenção.

Sem obter sucesso, ele canta o trecho seguinte de modo alarmante, por não ser compreendido. Por nem sempre conseguirem compreender a situação da maneira que ele enxerga.

Ele volta a dizer - ainda de forma "incrédula" e meio enraivecida por a pessoa não estar ali - que sem a outra pessoa, o mundo ficou vazio e sem cor.
Pra em seguida usar um tom de voz que chega a implorar pela atenção que não se tem.
E novamente dar um guinada, e usar toda a potencia vocal pra gritar que nem sempre conseguem compreendê-lo. Que nem sempre conseguem ver a beleza e agruras das situações, do modo que ele enxerga.



Só é possível ouvi-la no próprio site do YT.

A interpretação de Marina é mais triste. Canta como quem não pede nada, não espera nada. Está apenas divagando pelo próprio pensamento, e simplesmente constatando - de forma conformada - o fato de estar sozinha numa situação difícil.

Em seguida ela pede "me telefona, me chama..." sem demonstrar ter nenhuma esperança de ser ouvida ou de que seus desejos sejam atendidos.

Quando chega a parte do "nem sempre se vê lágrima no escuro/ nem sempre se vê mágica no absurdo", ela não demonstra a indignação nas palavras, da forma como Lobão o faz. É mais como um lamento por não poder dividir as impressões que ela tem da situação.



O que quero dizer com isso tudo??
QUE TUDO DEPENDE DA INTERPRETAÇÃO. QUE A FACA PODE TER DOIS GUMES.
O que uns veem com fúria, outros podem ver com certa ternura, ainda que ambos estejam no mesmo barco.

PS: Sim, para quem não é acostumado, num primeiro momento a aparência de "louco varrido cheirador de pó" do Lobão dá um susto na gente.


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Ela



Ela foi uma criança tranquila e sinais indicavam como seria a vida dessa pessoa: Uma foto de uma infante com poucos meses de vida mostrando o dedo do meio para a câmera não trazia boas novas. 
Um projeto de gente muito segura de si e com poucos "por quês". Sempre tentava achar as próprias soluções para as coisas que se propunha a desvendar.
Na escolinha, um garotinho se apaixonou por ela, e o jeito mais fofo ele que achou para demonstrar foi beliscando suas pernas. "Pronto. Não sabe o que é paixão, mas vai lembrar de mim sempre que olhar os roxos que eu deixei nela." Onde estava a lei Maria da Penha quando se precisava dela?

E assim foi crescendo ser saber ao certo o que é "relacionamento". Onde encontrar um e como alimentá-lo, até hoje são enigmas para ela.
Pensou ter se apaixonado duas vezes, depois descobriu que apenas uma das vezes foi paixão. Pensou ter amado uma vez, depois descobriu que amor não faz você se sentir um lixo. O resto de seus afetos são pessoas que ela sabe que não estão inclusas em seu futuro, mas ela insiste em abrir a porta do coração para deixar que alguns fiquem de visita por um tempo curto.
E ela jura - pela alma de sua mãe que está viva - que se nada em sua vida der certo, vai montar um grupo de Stand Up Comedy com as amigas para fazer as pessoas rirem de suas desgraças amorosas.

Ainda muito nova ela aprendeu a sorrir quando na verdade estava com vontade de chorar. Assim ela permaneceu por muitos anos. Até que cansou e resolveu parar de reprimir o que sentia. "Foda-se esta merda. Que vejam como eu sou e decidam se gostam ou não, afinal."
Mas ela é dessas: Você ama ou você odeia. E ela não faz por mal. Ela apenas se mostra como é. De cara limpa, de peito aberto, pronta para mostrar quem é e receber o que a outra pessoa tem de melhor e pior. É sincera quando na verdade deveria não se mostrar. Deveria ser misteriosa; não é assim que todo mundo gosta? De pessoas que escondem o jogo pra só depois mostrar as víboras que são? 

Ela gosta de futebol e entende as regras, gosta de filme "de mulherzinha" e também de ação; gosta de rock e de bossa nova, e também curte o "tchu tcha tcha" nas horas de diversão; tem um humor negro podre e tenta ser engraçada enquanto faz piada sem graça; fala sobre sexo com naturalidade e lê livro de romance pra em seguida fazer uma poesia; acha sapato de salto a coisa mais linda do mundo, mas sempre irá preferir o All Star; desconfiada, teimosa, com uma memória desgraçada de boa e uma sinceridade inútil; diz querer um amor pra a vida toda, mas não acredita que ele virá; as vezes se irrita e diz "Dane-se tudo" pra no momento depois quase implorar "Oi, alguém quer me amar?"; admite ser louca mas, por medo de ser quem é, tenta se convencer que é tão normal quanto qualquer outra; e, assim como a água, aprendeu a se adequar ao contexto onde está inserida.

Não sabe ao certo quem é, talvez por ser muitas em uma só, talvez por nunca ter notado a si mesma como alguém que é mais do que apenas medíocre. Não sabe se o mundo não está pronto para ela ou se ela não está pronta para o mundo. Ela apenas sabe que está deslocada.
Se ela gosta de ser assim? Não, ela não gosta, mas também não sabe ser uma pessoa diferente.
Por isso ela brinca de tentar olhar de fora e assistir a própria vida, como um espectador que assiste uma novela e torce pela protagonista.


terça-feira, 17 de abril de 2012

Morte cibernética


Hoje vi uma imagem que diz que daqui 100 anos, o Facebook terá alguns muitos milhões de perfis de pessoas mortas. Bom, já era de se esperar. Nem todos os reles mortais têm Síndrome de Dercy, grande filósofa que morreu no auge de seus 243 anos.


E aí, lembrei que há um ano atrás, um colega sofreu um acidente de moto e após um mês internado, morreu.
Quando soube da morte dele, meio que nem acreditei. Fui olhar o Orkut dele, e lá estavam, todas as fotos, rastros de quem ele foi, do que pensava, as preferências dele expostas em forma de comunidades, pessoas deixando scraps como forma de homenagem. Olhei no meu MSN e vi o dele, ficaria offline pra sempre. Era estranho ter a certeza de que ele nunca mais iria me chamar com o costumeiro: "Oi, menina."
Resolvi "exclui-lo" do Orkut e do MSN. Não queria pensar no fato de que ele nunca mais estaria ali.
Pensei: E se fosse eu?

Eu tenho conta no Facebook, no Twitter, no Photobucket, no Fileden, no XVideos (Rá! Brincadeira), no Google - Picasa, Blogger, Youtube, Google Plus, Orkut (que nem uso mais) -, e ainda vários emails - consequentemente o MSN.
Imagina que tudo o que um dia eu fui ficará "perdido" na internet?
Prevendo isso, pedi pra que uma amiga guardasse todas as minhas senhas e sempre que modifico alguma, envio um novo arquivo pra ela. Em fim, no dia de minha morte, quem eu sou hoje existirá apenas na lembrança das pessoas, pois acho muito mórbido as pessoas deixando recados e comentários que nunca serão lidos pela pessoa aos quais foram enviados. 

Claro que escolhi uma amiga de super confiança, mas tão de confiança que eu acho que ela acredita que irá passar a eternidade no inferno se entrar em alguma das minhas contas sem minha autorização.
Inicialmente, quando expliquei o motivo de querer que ela ficasse com minhas senhas, ela ficou preocupada e desconfiando de um possível suicídio. Ri alto.
Depois descobri que há sites que cuidam das senhas das pessoas e, após a morte do usuário, as enviam para as pessoas designadas previamente por ele. Mas como esses sites descobrem que o usuário morreu, eu não sei. Se alguém souber, me explique, pois tá fodinha conseguir entender a lógica da coisa.

Em fim, eu vim dizer que vou passar um tempinho longe do blog, mas não muito. É só pra dar uma descansada na mente. E aí você pensa: 


What the bitch...

Fica enchendo a cabeça com porcaria
e quem paga é o blog.


Ser bitch... Me gusta.

 Hahaha! Prometo voltar com todo o gás.

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