terça-feira, 10 de abril de 2012

Filhos, sexo e pais

Não sou expert no assunto, minha formação superior não me permite falar com propriedade sobre "os aspectos psicológicos da iniciação sexual juvenil e os impactos familiares que isto acarreta" (sinto que acabei de dar tema de TCC pra alguém), também não vou exemplificar nada sobre a vida sexual de ninguém; porém, vou dar minha visão como filha/neta/sobrinha que sou.

Eu sou uma jovem de 22 anos, formada, mas que ainda é vista como a menininha da família da minha mãe. Não estou reclamando, estou apenas constatando e analisando um fato.
Eu realmente gargalho quando ouço algumas destas recomendações:
- "Não assista 'tal' filme, tem coisas pornográficas nele!"
- "Você não pode ver isso!"
- "Tampe os ouvidos."
- "Procure contos eróticos pra mim, e imprima, mas não leia."
Desculpa tia...
Mas essa recomendação foi mesmo muito engraçada.

(E bem impossível de ser cumprida) 

Claro que este tipo de coisa não são ditas ao meu irmão, um ano mais novo.
Enquanto espera-se que eu encontre UM "príncipe encantado", meu irmão é incitado a ser um galanteador - e ser assediado por muitas, é motivo de orgulho.
Uma garota comprar camisinhas é sinal de que ela é uma devassa, um garoto comprar camisinhas é sinal de que ele é consciente de seus atos.
E é óbvio que tudo isso tem a ver com a idiotice do "machismo x feminismo" que eu citei no post anterior.

Mas, me diga minha amiga, tem como olhar isso
e pensar APENAS numa coceira nas costas?
Go Alex! (quem assiste True Blood me entendeu)

Eu acho muito mais interessante que nós, como pessoas, demos abertura para conversar sobre sexo com todos - seja menino ou menina - sem barreiras, sem meio termos e sem ter medo que "conversas sobre sexo" tenham um vínculo com "conversa sobre putaria".
Acredito que esse é o maior "erro" de grande parte dos tutores: Achar que ao falar sobre sexo vai estar falando sobre putaria e não informando.
Há também um outro medo - esse com relação às meninas: Quanto mais ela souber sobre sexo, mais incitada ficará a fazer.
Claro que há modos e modos de abordar o assunto de acordo com a idade, mas "meninas" são pessoas que vão crescer - com desejos e instintos - e que vão fazer sexo tendo muita ou pouca informação sobre isso.
Não adianta querer proteger demais, as coisas serão descobertas de uma forma ou de outra.
Não é mesmo, Sandy?



Sandy, se algum dia você vir isso, não me processa. Eu sou pobre e foi só uma piada. HAHAY!



*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

5 comentários:

Ricky Oz disse...

Sexo é um assunto delicado mesmo, mas é preciso conversar sobre. Quanto mais informação melhor, é preciso sabre conversar também, tem modos e modos, e cada um tem que saber como lidar com a situação, mas a omissão nunca é a solução.

Bjuss

Joicy Sorcière disse...

Falar de sexo ainda é um grande tabu, em nossa sociedade, Lay! Infelizmente... tem pais que fazem todos os rodeios possíveis só para não falarem disso. Fatão!

Adorei... vc falou de um assunto super importante, com a espontaneidade que só vc tem! Vc é maraaa, menina!

bjks :)

KA disse...

Sexo: todo mundo pensa e provavelmente fará um dia, não importa a formação moral, religiosa, o gênero e etc.
Não é?
bjocas, Lay!

Mari disse...

E eu sumida de todos os blogs, apareço para me atualizar aqui. :)
Tudo que você falou é a mais pura verdade. Os pais fazem diferença sim entre os filhos e o assunto sexo é sempre muito difícil para eles. Infelizmente.
Beijos

Lyu somah disse...

Esse assunto é muito ignorado por alguns pais, tem que conversar mesmo com os filhos. E essa de ser tratado como filhinho ou filhinha mesmo tendo 20,26 anos, realmente e engraçado Rsrsrs.

Adorei o post.

Bjos
Lyu somah
http://lyusomah.blogspot.com.br/

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