quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Diálogos cotidianos I

Furtaram a bicicleta do meu vizinho, no final de outubro. Ele chegou em casa às 6h (manhã), deixou a bicicleta na calçada e foi fazer algo lá dentro, demorou uns poucos minutos, e quando saiu  da casa um rapaz havia acabado de sentar e estava começando a pedalar.
Meu vizinho ainda tentou impedir, mas o cara simplesmente pedalou mais rápido.

Minha mãe foi contar a notícia para o meu irmão:

- Jr., um ladrão levou a bicicleta do vizinho.
- Sério?! Pra onde?!
Juro que gargalhei.

Quem achou que meu irmão tem 7 anos, errou. Quem achou que ele tem 12, também errou. Meu irmão é apenas 1 ano mais novo que eu; ele tem 20 anos!

Só peço uma coisa: Por favor, não julguem a minha inteligência baseada na do meu irmão, ok?

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

domingo, 6 de novembro de 2011

"Ei! Você aí! Me dá um dinheiro aí!"

Mais um post do antigo blog (06/04/2009):

Hoje vi uma cena na qual eu não queria acreditar. Senta, que lá vem história:

Saio da faculdade e pego o ônibus lotado para recarregar a passagem. Então vou eu, cansada, com fome, com sono, com preguiça; maravilha, han? Chego lá, enfrento uma fila gigantesca - sim, a fila estava dobrando a esquina - num sol escaldante; finalmente entro naquela porra e quase morro desidratada de tanto calor. Quase uma hora em pé, pela graça de Deus sou atendida, saio (com muito sacrifício, imprensada no meio do "futun" do povo suado) e vou caminhando até a parada do ônibus, compro um copo de água mineral para refrescar o calor, ...

PAUSA

Até aí vocês devem estar dizendo: tô lendo essa bosta à toa Cadê a parte interessante, Lay?

ESPEEEERA...

... Compro um copo de água mineral pra refrescar o calor, um ônibus chega (não era o meu), e um bate-boca entre os vendedores ambulantes começa. Fiquei parada, sem entender. Entre muitos "Meu irmão, ninguém aqui comprou a cidade, não!", "Você tá me ameçando?!" e "Todo mundo aqui é pai de família!", consegui finalmente desvendar o motivo da briga, explico:

Um deles tinha oferecido seus produtos para um dos passageiros do ônibus, que aceitou uma água mineral (R$ 1,00); enquanto o primeiro ambulante foi pegar a água, o outro vendedor veio depois e fez o mesmo, o passageiro comprou a água do segundo ambulante, criando assim toda a confusão. Quando me dei conta do motivo da briga deu até vontade de tirar um real a carteira e dar para o primeiro ambulante só para ele calar a boca.

Meu Deus, que país é esse?! Que mundo cão é esse?!
Tô abismada até agora, juro.
Ah, dez minutos depois saí de lá e a discussão continuava, porém agora do outro lado da rua.
Junta tudo: a falta de estudo o suficiente, com a falta de oportunidade, com o estresse, com o mundo capitalista no qual vivemos e tanto gostamos (sem hipocrisias agora, beleza?).

Caramba, hoje perdi cinco reais e nem por isso quis sair dando voadora em ninguém.
Então, só espero que eles tenham sorte com as vendas e que há uma hora dessa já tenham parado de discutir.


*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

"Quando o seu pai chegar..." bela bosta!

Mães, de modo geral, sempre soltam as famosas "frases de mãe". Frases que só elas podem usar e que acabam virando argots na boca desses seres.
Tem a famosa "Vem comer, menino!" e também a "Quando você tiver filhos, você vai me entender".
Eu, geralmente, não tenho nada contra as frases de mãe, acho até que essas frases é o que dão para uma mãe o ar de mãe; mas tem uma frase que me pega de jeito, uma frase que cada vez que é falada por uma mãe, faz eu eu pensar: Dou 6 meses pra ela perceber o terrível erro que cometeu.
Sabe qual é? Quem acertar não vai ser dedurado para o pai!
Sim, não há frase pior no mundo do que "Quando o seu pai chegar, eu vou contar".


A mãe diz isso pra a criança e não para mais de repetir essa frase ao longo da vida daquele ser em desenvolvimento.
Num primeiro momento - enquanto o filho é criança - até que funciona bem, pois ele faz uma traquinagem, a mãe solta a frase de efeito e "pimba", o pestinha vira um anjinho; PORÉM, não vai demorar muito até que a criança entenda que enquanto o pai não chega em casa, ela está livre pra fazer o que quiser, que o pai tem a autoridade, a mãe não.


Mães, futuras mães, por favor, NUNCA digam para seus pestinhas que "Quando o seu pai chegar..." pois cada vez que uma mãe dissesse isso, devia subir uma plaquinha com os dizeres: "Parabéns, você acaba de perder a credibilidade com o seu filho."

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Mulher com pés grandes


Sim, eu tenho um "pézão". Não chega a ser exatamente gigantesco, mas uso número 39 para calçados abertos e 40 para sapatos fechados.
Engraçado como os padrões de tamanho dependem do ponto de vista: Se eu fosse um homem, meu 39/40 seria considerado pequeno, mas eu sou uma mulher que calça 39/40 e isso é um terror na minha vida.
Também se eu fosse um homem com os pés grandes - segundo o mito popular - eu teria um pênis grande. Como sou uma mulher com os pés grandes, isso só significa que eu sou uma mulher com os pés grandes. Ponto.

Aí que segunda  (antes de ontem) eu resolvi comprar sapatos; que tragédia. Eu olhava um sapato e gostava, então dizia ao vendedor: "Pega esse, aquele, aquele, aquele e aquele outro pra eu provar."
Alguns minutos depois voltava o vendedor com um ou 2 sapatos dizendo: - "Aqueles outros não têm o teu número."
Gente, isso é terrível, até porque o fato de os meus pés terem crescido muito não é minha culpa! E, como a indústria de calçados não está preparada para pés femininos grandes, eu que pago o pato.
Eu quero um sapato social bonito, também quero uma sandália com salto alto legal e trabalhada nos detalhes; mas essas coisas "não existem" no meu número.

O que eu pretendo fazer? Como não vou cortar fora metade do meu pé, vou pedir ajuda na internet, claro!
Bom, se alguma drag queen da região metropolitana do Recife ler o meu blog, por favor, me indique a loja onde você compra os seus sapatos fabulosos, porque pra mim, tá f*da.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Pelo diploma de jornalismo

Toda a minha revolta postada no antigo blog (03/07/2009) quando aprovaram a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo:



E se você está favorável a esse ABSURDO que é a não obrigatoriedade do diploma e não está afim de saber opiniões contrárias, clica no X.

O que isso quer dizer? Qualquer um pode se dizer jornalista.
E tudo isso por quê? A constituição de 1988 dá o direito de livre expressão.

Mas meu Deus, eu tenho um blog, ou escrevo um texto, mas isso quer dizer que eu estou totalmente abalizada a dizer que sou uma jornalista?
O jornalista ele faz mais do que expressar a sua opinião, até porque isso no mundo jornalístico tem que ser usado criteriosamente, o jornalista não pode simplesmente jogar sua opinião para que as pessoas engulam, ele tem que pesquisar diversas fontes, saber do que está falando, construir diversas linhas de pensamento, construir uma pauta, um texto, seja lá o que for para que O LEITOR forme sua PRÓPRIA opinião em cima e determinado assunto. Nunca um jornalista começaria uma de suas publicações com o uso do que escrevi no primeiro parágrafo.

Concordo que há muitos "jornalistas" que assim são chamados pelos seus diversos anos de carreira, muitas vezes carreira brilhante que foi construída pouco a pouco; e esse POR NÃO TER A OPORTUNIDADE DE ESTUDAR se enfurnava numa redação como estagiário, entregando papel de mesa em mesa, para ir aprendendo aos poucos através da observação.
Mas pelo amor de Deus, isso já passou, estamos em outros tempos.

Claro que todos temos direito de expressão, senão eu não estaria aqui achando patética a decisão daqueles canalhas do STF que , em sua grande maioria, mal sabem soletrar ou dizer o que significa uma hipérbole.
O motivo de eu estar usando o meu direito de expressão - que em momento algum me torna uma jornalista por ser blogueira -, é que zapeando pela TV vi levantarem essa discussão, e claro, com toda a razão, a jornalista defendia a obrigatoriedade, aí vem um Zé Mané dizendo: "Eu não tenho diploma e apresento um programa de esportes".

Só digo para ele uma coisa: Vai estudar para aprender a criar argumentos, meu filho!
Para ler um TelePronter eu chamo a Maísa (sim, a do Sílvio), qualquer criança alfabetizada o faz; vai dizer que ele assiste todos os jogos de todos os esportes que ele comenta? Faça-me o favor!
Para aquela informação ter chegado no TP daquele babaca, aconteceram algumas coisas: um jornalista de verdade, com argumentos e capacidade e conhecimento em esportes, foi atrás de todas as informações para o senhor "soujornalistapoisapresentoumprograma" ler.

Aí, com base na Constituição - que quase representante político nenhum segue - que está mais que gagá para os tempos atuais, eles vêm desprestigiar toda uma categoria de profissionais.
Agora mais e mais pessoas "perderam" (conhecimento nunca é perda de tempo) 4 anos de suas vidas estudando por amor à uma profissão que não precisa de curso superior? Seria mais fácil ter ficado em casa, na internet, criando perfis fakes nas redes sociais e atormentando as pessoas, seria mais economico para os bolsos dos discentes.

E agora? O que fazer com todos os "canudos" dos jornalistas que se esforçaram para se formar?
Vou dar uma sugestão de onde os senhores ministros podem enfiá-los.

*Para fins de direitos autorais, declaro que imagens usadas no post foram retiradas da internet e os autores não foram identificados.
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